O Real Madrid confirmou diante do Galatasaray a classificação para as semifinais da Liga dos Campeões, que já havia sido encaminhada com a vitória por 3 a 0 no jogo de ida, na semana passada, mas sofreu mais do que poderia imaginar nesta terça-feira, no duelo da volta, ao deixar o campo derrotado por por 3 a 2.

A equipe madrilenha saiu em vantagem no duelo disputado na Türk Telekom Arena, com gol de Cristiano Ronaldo logo no começo. Porém, Eboué, Sneijder e Drogba deram emoção ao confronto virando o placar. Foi necessário então que o camisa 7 do Real marcasse mais uma vez para tranquililizar a situação de sua equipe.

Classificado para as semifinais pela terceira temporada consecutiva, o time de Madri espera agora o sorteio da próxima terça-feira para conhecer o adversário na luta por um lugar na decisão.

O confronto de quartas entre espanhóis e turcos teve, coincidentemente, os mesmos placares dos jogos entres as mesmas equipes na Liga dos Campeões 2000/2001. A diferença é que nessa ocasião o Real primeiro perdeu por 3 a 2 em Istambul para depois reverter a eliminatória vencendo por 3 a 0 em Madri.

O Real teve os desfalques do zagueiro Sergio Ramos e do volante Xabi Alonso, suspensos. Os dois foram substituídos respectivamente por Pepe, que se recuperou a tempo de um problema muscular sentido na segunda-feira, e Modric.

Outra ausência foi o meia Kaká, que deixou o campo na vitória sobre o Levante, no último sábado, com dores na perna. Marcelo, o outro brasileiro do elenco, ficou entre os reservas, assim como o goleiro Casillas, que mais uma vez foi preterido por Mourinho. O treinador voltou a escalar Diego López na posição.

No Galatasaray, o vice-artilheiro da ‘Champions’, Burak Yilmaz, ficou fora do jogo por acúmulo de cartões amarelos. Pelo mesmo motivo, o zagueiro Nounkeu também foi desfalque.

Até o torcedor da equipe da casa que ainda sonhava com o “milagre” da classificação pensou em desistir em menos de dez minutos de partida. Logo aos três, no contra-ataque, Higuaín chutou para grande defesa de Muslera. Di María ficou com o rebote e bateu para fora.

Era apenas um indício do que viria seguir. Cinco minutos depois, Özil adiantou na ponta direita para Khedira, que chutou cruzado para o meio da área. Muslera não conseguiu tirar e Cristiano Ronaldo completou para o gol vazio.

A essa altura, o Galatasaray precisava de cinco gols. O time da casa até tentava se lançar ao ataque, mas esbarrava nos próprios erros. Aos 14 minutos, Felipe Melo mandou para a área buscando Sneijder, que não conseguiu dominar.

Bem mais tranquilo, o Real administrava a vantagem trocando passes e chutava a gol apenas “na boa”. Aos 24, Cristiano descolou lindo passe de letra para Di María, que pegou de primeira. A bola entraria no ângulo esquerdo, mas Muslera salvou.

Os donos da casa até tinham maior posse de bola, mas não transformava o domínio em chances de gol. Diego López foi incomodado apenas aos 38 minutos, quando Sneijder foi acionado na entrada da área e arrematou rasteiro. O goleiro do Real caiu e defendeu.

Esboçando uma pressão, o time turco se manteve no ataque e logo na sequência Eboué fez passe longo para Drogba, que tirou de Pepe, mas não conseguiu manter o controle da bola.

O Galatasaray continuou com maior volume de jogo depois do intervalo, mas a defesa do Real dava pouco espaço. Uma solução era chutar de longe, como Inan fez aos quatro minutos. O meia encheu o pé, mas encobriu o travessão.

Aos 11, Cristiano Ronaldo mostrou que até os grandes craques têm seu momento “perna de pau”. Di María tocou da meia direita na medida para o camisa 7, que, com o goleiro já pegou de tornozelo na bola e mandou à direita da trave.

Fazendo valer a máxima “quem não faz, leva”, o time anfitrião empatou um minuto depois. Sneijder levantou da esquerda, Eboué apareceu por trás da defesa e, mesmo cercado por dois, soltou uma bomba e acertou o ângulo.

O gol acordou o Galatasaray, que poderia ter marcado pouco depois, aos 16, mas Sneijder falhou na finalização. Drogba ganhou na raça de Varane, mas perdeu para Coentrão. O holandês ficou com a sobra e, da marca do pênalti, chutou para fora.

Aos 25, porém, Sneijder não vacilou e marcou contra seu ex-time, o qual defendeu sem muito brilho de 2007 a 2009. Sarioglu, que entrara instantes antes, fez boa jogada individual e rolou para o meia, que driblou Varane e virou o placar.

Se o Real ainda não sentia ameaçado, já que faltavam três gols para o adversário, passou a rever o pensamento dois minutos depois. Amrabat, que entrou no intervalo, cruzou rasteiro da direita e Drogba completou de letra, reavivando a esperança da torcida.

Tentando aliviar a pressão, Cristiano Ronaldo quase empatou na sequência, aos 29. O português bateu com efeito da entrada da área e tirou tinta do travessão.

O jogo esquentou, e o quarto gol dos donos da casa, que colocaria ainda mais lenha na fogueira, até aconteceu, mas foi corretamente anulado. Aos 36 minutos, Drogba recebeu livre na área e estufou a rede, mas foi flagrado em impedimento.

Como era de se esperar, Mourinho colocou o Real ainda mais para trás, trocando um homem de frente por um defensor – Özil por Albiol. No Galatasaray, Fatih Terim fez o inverso, sacando Eboué para a entrada de Elmander.

Quem se deu melhor foi o técnico português, mesmo com a expulsão de Arbelo, aos 42 minutos já que a equipe turca não teve mais nenhuma grande chance para ampliar.

E ainda houve tempo para Cristiano Ronaldo “matar” o confronto. Aos 47 minutos, Benzema tocou rasteiro da direita para o português, que encheu o pé no canto.


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Real sofre mais do que gostaria, mas está nas semifinais da Champions