A ponta Paula Pequeno, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, espera que os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, que acontecerão do dia 14 ao dia 30 de outubro, sirvam para que a seleção brasileira de vôlei se vingue da derrota sofrida para Cuba no Rio de Janeiro, há quatro anos.

Melhor jogadora da final do Pan de 2007, com 21 pontos, e da Olimpíada de Pequim, Paula não pôde evitar que as cubanas derrotassem o Brasil em pleno ginásio do Maracanãzinho e ficassem com a medalha de ouro.

“Nossa expectativa para o Pan é ter pela frente um grande campeonato, uma grande partida (contra Cuba) e, quem sabe, uma grande revanche”, disse Paula em entrevista à Agência Efe no Centro de Treinamento da seleção brasileira de vôlei, em Saquarema, a 80 quilômetros da capital fluminense.

Depois da prata nos Jogos Pan-Americanos do Rio, a seleção chega a Guadalajara na condição de campeã olímpica, vice-campeã da Copa do Mundo (Japão, 2007), vice-campeã do Campeonato Mundial (Japão, 2010), campeã sul-americana (Brasil, 2010) e campeã da Copa Pan-Americana (2011).

Apesar de considerarem que o Brasil tem que se preocupar com vários adversários em Guadalajara, entre as quais citam os Estados Unidos, as jogadoras comandadas pelo técnico José Roberto Guimarães apontam Cuba como a principal rival a ser batida.

“Cuba, no último Pan, estava muito bem preparada. A diferença é que na época, elas formavam uma equipe experiente, e hoje em dia estão renovadas, e muito bem renovadas”, comentou Paula, mostrando que ela e as companheiras estudaram bastante as vencedoras de 2007.

Guadalajara também representará para a ponta a oportunidade de voltar a brilhar na seleção após superar uma cirurgia no joelho esquerdo que a deixou três meses longe dos ginásios em 2009, a perda de rendimento após a passagem pela Rússia em 2010 e a nova lesão que a fez perder as partidas decisivas do Grande Prix deste ano, no qual o Brasil fez ótima campanha até chegar à final, em que perdeu para os EUA.

“Estou vindo de dois anos difíceis. Uma cirurgia, uma contusão… Uma contusão que me incomodou durante muito tempo”, lamentou a atleta, que tem 29 anos e nasceu em Brasília.

A lesão no joelho esquerdo, que obrigou Paula a passar por cirurgia em maio de 2009, a fez enfrentar momentos difíceis naquele ano devido à demora para que os médicos diagnosticassem o problema.

A ponta admitiu que sofreu muito ao ter de lidar com algo que desconhecia, que a impedia de ter uma temporada normal, e por essa razão perdeu as convocações da seleção brasileira para a Copa Pan-Americana, o Montreux Volley Masters e o Grand Prix.

“Para mim, estar de volta (à seleção) já é uma grande motivação, é outra superação em minha carreira. Considero muito importante e estou feliz por estar aqui”, afirmou a jogadora, para quem as lesões passaram a se transformar em um pesadelo.

Um problema no tornozelo esquerdo a tirou do Mundial do Japão, no ano passado, e um problema lombar a deixou de fora dos confrontos decisivos do Grand Prix deste ano. Em 2004, uma lesão no ligamento cruzado do joelho esquerdo já a tinha deixado fora dos Jogos Olímpicos de Atenas.

“Peço a Deus que nos abençoe e que mantenha, não só a mim, mas todas, saudáveis e firmes nos Jogos Pan-Americanos. Assim, dentro do que temos que fazer, que é trabalhar muito, poderemos seguir adiante e continuar evoluindo”, acrescentou a atual jogadora do Vôlei Futuro.

Paula Pequeno espera em Guadalajara novamente inspiração de sua filha Mel, nascida em 2005 e por quem diz que superou todos os percalços na carreira.

“Ser mãe é a melhor coisa do mundo. Ela é toda a minha energia. Inclusive quando perco a energia, o sorriso da minha filha me abastece”, declarou. 


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Paula Pequeno espera tirar o espinho chamado Cuba da garganta no Pan

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