Diego Maradona afirmou hoje que “daria a vida para ser técnico” da Argentina, cargo que ocupou dos últimos meses de 2008 até a eliminação da equipe nas quartas-de-final da Copa do Mundo de 2010 para a Alemanha.

“Estou desesperado, existe alguma possibilidade” de recuperar o cargo, disse o treinador durante uma entrevista concedida ao canal de televisão “Fox Sports” e indicou que “não ficou claro” as razões pelas quais Julio Grondona, presidente da Associação do Futebol da Argentina (AFA) lhe pediu, após o Mundial, que despedisse sua comissão técnica.

Maradona não aceitou e Grondona designou Sergio Batista que, até o momento, era treinador das seleções de base, como técnico interino.

“Não sei o que aconteceu com Grondona de um dia para o outro. Após o Mundial me falou da Copa América do próximo ano e depois quis que eu deixasse sem trabalho as pessoas que me serviram muito bem na seleção. Talvez pense que eu quero lhe tirar protagonismo, que quero lhe tirar do centro das atenções”, interpretou.

“Na AFA não há comissões de dirigentes, ou um comitê executivo, há um patrão, que é Grondona”, acrescentou.

“Me sentaria para conversar com ele, claro, mas eu gostaria que me chamasse como me chamou muitas outras vezes. Carlos Bilardo (diretor esportivo de seleções) também não voltou a me chamar”, comentou.

“Minha prioridade era, é, e sempre será a seleção”, assegurou Maradona, além de dizer que a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e seu marido, Néstor Kirchner, querem que ele continue como técnico.

Quanto à possibilidade de demitir seus colaboradores Alejandro Mancuso e Héctor Enrique para recuperar o cargo, disse que “seria preciso conversar”.

Maradona confessou que não viu pela televisão os jogos amistosos da seleção dirigida por Batista perante Irlanda e Espanha, vencidas por 1 a 0, em Dublin, e 4 a 1, em Buenos Aires, respectivamente.


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Maradona diz que daria a vida para ser técnico da Argentina