Quem avisa, amigo é. A velha frase se aplicou perfeitamente ao caso de Adílson Batista, ex-técnico do São Paulo, demitido nos vestíários após a goleada por 3 a 0 aplicada pelo Atlético-GO no último domingo (16).

Durante a semana passada, reportadamente houve o aviso de que um tropeço em Goiânia seria capital e, palavra cumprida, o presidente do São Paulo concedeu entrevista ao Jornal da Tarde para dar sua versão dos fatos.

Após classificar Batista como “sério e trabalhador”, Juvêncio se declarou decepcionado com os resultados apresentados e diferente de outras épocas, não hesitou em tomar uma medida outrora condenada por ele mesmo já que, como disse o diretor de futebol Adalberto Batista ao confimar a demissão do técnico, “futebol é resultado”. Isso posto, o “interino de plantão” Milton Cruz assume o comando ao menos para as partidas contra Libertad, nesta quarta (19), pela Copa Sul-Americana e contra o Coritiba, pelo Brasileirão, no domingo (23), ambas no Morumbi.

Para o futuro, ele revelou que está difícil achar algum treinador que agrade: “Não existe no mercado um técnico que tenha unanimidade no São Paulo. Precisamos trazer alguém que tenha currículo, a torcida exige nome forte”, afirmou.

Ao elencar os erros que viu, sobrou até mesmo para a torcida e Rivaldo, veterano que era visto como solução, mas que será dispensado no final do ano. O camisa 10, aliás, foi usado como exemplo para sua análise do trabalho de Adílson: “contra o Inter, por exemplo, o Rivaldo ficou o jogo todo em campo, mas não estava bem. Perdeu um gol claro. Adilson é um bom cidadão, mas não deveria querer contemporizar, agradar à torcida, ao grupo ou à mídia. O compromisso aqui é com a instituição”.

Sobre o substituto, fala-se muito no nome de Luiz Felipe Scolari: “sem dúvida, tem nome, currículo. A torcida do São Paulo exige nome forte, não quer um iniciante. Mas ele está no Palmeiras, é muito difícil pensar nele agora”. Dunga está descartado: “Já quisemos o Dunga no passado, mas ele está em contato com duas ou três seleções e deve fechar com alguma delas”.

Para finalizar, Juvenal colocou um ponto final na passgem de Rivaldo, 39 anos, pelo Tricolor Paulista, que não terá seu contrato renovado no fim do ano: “Rivaldo é um grande profissional, disciplinado, mas já não é mais aquele jogador”.


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Juvenal Juvêncio afirma que Rivaldo deve deixar o São Paulo no fim do ano

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