Em mais uma mostra de que as obras do estádio do Corinthians, em Itaquera, não serão um “mar de tranquilidade”, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, ao ser questionado sobre a insatisfação de alguns moradores da região que estariam insatisfeitos com algumas remoções que se farão necessárias para obras viárias, ele usou palavras fortes.

“Não quero prejudicar ninguém, nenhum cidadão. Se a comunidade de Itaquera não quiser a abertura da Copa lá, é só fazer um abaixo assinado e pronto, não fazemos. O estádio do Corinthians para 48 mil pessoas está garantido independentemente da Copa”, afirmou Andrés.

Alguns representantes de associações de bairro da região estiveram no seminário sobre a Copa 2014 para questionar deputados e o ministro Orlando Silva sobre o assunto, alegando não estarem sendo informadas a contento.

“Isso é um problema do município, do estado e do governo federal. O estádio do Corinthians não afeta nada. São as obras do entorno para a abertura da Copa que mexem com as pessoas”, afirmou Andrés, antes de retomar o discurso blasé de outros tempos: “Nunca pedi para receber a Copa. O Corinthians apenas atendeu a uma necessidade do estado de São Paulo”.

O ministro Orlando Silva contemporizou: “Quem tiver que ser removido pode ficar tranquilo que viverá em boas condições e com conforto na sua nova moradia. Isso é um compromisso da presidenta Dilma”. 

Andrés concluiu, afirmando que “todo benefício tem um preço” e que para a maioria “ficar contente e sorrir”, haverá alguns que “vão chorar”, fazendo uma referência ao sem-número de ocupações irregulares que há na região e são maioria nas remoções. “Antes de qualquer mudança ou arrastão, é preciso cobrar das autoridades uma solução antecipada”.


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Estádio do Corinthians pode sofrer com protestos da vizinhança

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