A resposta para essa pergunta é simples: não.

O Santos, virtual eliminado da Copa do Brasil depois de perder ontem por 3 a 0 para o Palmeiras, tem uma equipe pouco organizada, pouco competitiva, uma diretoria com problemas administrativos graves e disputa mais uma vez a luta para fugir do rebaixamento no Brasileirão. Ainda por cima, é inegável que o Neymar, quando esteve em campo, ajudou bastante o setor criativo.

Portanto, fica evidente que o atacante não tem culpa do momento que vive o time.

No entanto, diante deste cenário, é compreensível que uma parcela da torcida santista não veja como vantajosa a presença do jogador no elenco. O custo por ele é alto e a sua ausência nas partidas decisivas é notória.

No total, são 22 jogos, 9 gols e 8 assistências pelo Santos em 2026. Bons números.

No Campeonato Brasileiro, porém, das suas 9 participações em gols em 11 jogos, nenhuma é contra equipes do G-6 e a 7 foram contra os cinco últimos colocados.

Por um lado ele tem ajudado nos confrontos diretos já que essa é a briga do Santos, mas por outro, quando o confronto tem um nível de dificuldade maior, ele ou não está em campo ou tem dificuldade para se sobressair. 

Na Copa Sul-Americana, são 2 gols e 2 assistências em 4 jogos, mas no jogo que decidiu a vaga para as quartas, no Equador, contra o Macará, ele foi poupado.

Na Copa do Brasil, ele tem 2 assistências em 3 jogos e ajudou nas fases anteriores, mas, novamente, no principal duelo, contra o Palmeiras, fora de casa, ele foi poupado.

No geral, eu acredito que o torcedor do Santos goste de ter o Neymar em campo, mas já não confia que poderá contar com ele quando a situação é mais complicada.

O que certamente desgasta ainda mais essa relação é a postura do jogador fora de campo. Nesta semana, ao invés de ver o craque do time brilhando em um clássico decisivo, a torcida o viu, mais uma vez, batendo boca com jornalistas e torcedores nas redes sociais.