Por Theo Carvalho
Atual campeão paulista, líder do Campeonato Brasileiro com 6 pontos de vantagem para o segundo colocado, nas quartas de final da Copa do Brasil e nas quartas de final da Copa Libertadores da América. Esse é o Palmeiras de 2026.
Portanto, não deveria ser tão difícil assim conseguir definir a equipe do Abel Ferreira. Seria um time avassalador, mas a realidade não é essa.
Todas essas conquistas mencionadas, muitas vezes contrastam com um futebol pouco encantador e que coloca uma pulga atrás da orelha do torcedor palmeirense. Será que um elenco que vale mais do que um bilhão de reais não deveria mostrar mais futebol?
Nesse esporte, no entanto, principalmente aqui no Brasil, o resultado é o que guia o julgamento sob a qualidade de um trabalho. A partida de ontem, entre Palmeiras e Vasco da Gama, no Nubank Parque, é o retrato disso.
Um primeiro tempo de um Vasco se defendendo bem, pressionando bem no campo ofensivo e tendo as melhores oportunidades de abrir o placar, enquanto o Palmeiras tinha mais a posse, mas tinha dificuldade de agredir o gol defendido pelo Leo Jardim.
E essa dificuldade palmeirense de atacar equipes que se fecham bem não é de hoje. No Campeonato Brasileiro, o time é apenas o décimo quarto com mais chances criadas com 39 e o oitavo que mais finaliza no gol com 4,6 finalizações certeiras por jogo.
Na segunda etapa, contudo, 10 minutos mais agressivos, um lampejo de craque, um pênalti e um lindo contra-ataque. 3 a 0 Palmeiras.
Em um espaço de 60 minutos, o torcedor palmeirense saiu de preocupado se o time não deveria jogar mais do que joga, para o clima de festa de um excelente resultado.
A realidade é que o trabalho do Abel Ferreira vive em uma linha tênue entre uma equipe que será lembrada para sempre como avassaladora e uma que vale muito e decepciona dentro de campo.
Tudo depende de quem serão os campeões no fim do ano.




