Por Theo Carvalho
Ontem, quinta-feira (10), o Flamengo venceu o Independiente Del Valle por 2 a 0, na temida altitude de quase 3000 metros de Quito, no Equador, e é um virtual classificado para as semifinais da Copa Libertadores da América.
Diante de todas as adversidades que uma altitude como essa pode trazer, foi dos pés do atacante Bruno Henrique que saiu o gol que abriu os caminhos para a vitória.
O jogador, que em breve completará 36 anos de idade, mas esbanja um fôlego de garoto, chegou a sua 43ª participação em gols em jogos de Libertadores. Nenhum brasileiro jamais fez isso. Com 28 gols, ele só fica um gol atrás do Luizão e três do Gabigol na lista de artilheiros do país.
O que marca ainda mais essa jornada são os gols decisivos, aqueles na fase mata-mata. Foram 16 dos 28. Só Juan Roman Riquelme, ídolo do Boca Juniors e do futebol argentino, tem mais.
E o mais impressionante é que o Bruno Henrique tem esses números, sendo que a primeira vez que ele jogou uma partida de Libertadores foi com 26 anos pelo Santos, em 2017.
Uma trajetória que contempla altos e baixos, mas que em praticamente todas as vezes que os jogos cobraram o poder de decisão dele, ele apareceu. Seja no seu auge em 2019, quando foi premiado como o Rei da América após o seu primeiro título, seja em 2026, quando alguns já o davam como acabado e ele aparece como artilheiro do time na competição.
Para coroar isso tudo, ainda foram 3 conquistas de Libertadores que podem se tornar 4 ou até 5, o atacante tem contrato com o Flamengo até o fim de 2027, e o clube tem sido o grande favorito ao título nas últimas edições.
A realidade é o Bruno Henrique não é só um dos maiores jogadores da história do Flamengo. Ele é um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro e um dos maiores jogadores da história da Copa Libertadores da América, o troféu mais valioso e cobiçado do futebol sul-americano.




