Vírgula

ESPORTE

Depois do Apito #02: Chegamos ao fim da dinastia brasileira?

Por Da Redação
Depois do Apito #02: Chegamos ao fim da dinastia brasileira?

Por Theo Carvalho

As partidas de ida das oitavas de final das duas principais competições sul-americanas vieram para dar um recado em alto e bom som: o futebol brasileiro não é imbatível.

Nas últimas 7 finais de Copa Libertadores da América o grande campeão foi um clube brasileiro, sendo que 5 dessas finais foram disputadas entre equipes brasileiras. Na Copa Sul-Americana o domínio é um pouco menor, das últimas 7 decisões, 5 tinham pelo menos um representante brasileiro, ainda que somente em uma a taça tenha ficado por aqui.

Porém, apesar de, economicamente, ainda nadarem de braçada em relação aos vizinhos sul-americanos de maneira geral, os clubes brasileiros não tem esse favoritismo em 2026.

Na Libertadores, todos os 8 jogos acabaram empatados e a decisão vai ficar toda pra semana que vem.

Fluminense e Palmeiras tiveram atuações péssimas dentro de casa contra Independiente Rivadavia, da Argentina, e Cerro Porteño, do Paraguai, respectivamente. Agora os dois vão precisar, sem nenhuma vantagem, garantir a classificação fora do Brasil.

O Mirassol, jogando um pouquinho melhor que os dois, passará pelo mesmo problema contra a LDU e ainda por cima na altitude de Quito, no Equador.

O Corinthians sofreu contra o Rosário Central na Argentina e saiu lambendo os beiços com o empate em 0 a 0, principalmente por conta da expulsão do volante Allan no segundo tempo.

Cruzeiro e Flamengo até fizeram um grande duelo no Mineirão e, em termos de atuação, provavelmente os dois são a grande esperança do oitavo título brasileiro consecutivo.

Na Sul-Americana, Santos e Atlético Mineiro venceram seus confrontos, mas ambos com uma vantagem mínima. Para o Galo, que enfrentou o RB Bragantino fora de casa, essa vantagem é ótima, já pro Peixe, que recebeu o Macará, do Equador, na Vila Belmiro, nem tanto assim e a volta promete.

O Vasco da Gama não conseguiu sair do 0 a 0 com o Olímpia, em São Januário, e também decide a vaga fora. O São Paulo sobreviveu à altitude de La Paz, na Bolívia, empatou em 1 a 1 contra o Bolívar e decide no Morumbis.

Por fim, o Botafogo passou a vergonha da rodada e foi atropelado pelo Cienciano, na altitude de Cusco, no Peru. 6 a 1, fora os ameaços e a classificação virou missão quase impossível.

É claro que os clubes brasileiros ainda podem ir longe e até serem campeões, porém essa é a primeira vez em muitos anos que um cenário sem brasileiros nas finais é totalmente plausível.

Leia também,