Neste último domingo (30), o Flamengo venceu o clássico contra o Botafogo por 3 a 0 pelo Campeonato Brasileiro, para o delírio dos mais de 60 mil rubro-negros no Maracanã.
Em mais uma bela atuação, Samuel Lino marcou dois gols e foi o grande nome da partida. Foi o décimo primeiro gol dele em 2026, o quarto nos últimos 4 jogos, que ainda se somam a outras 10 assistências, em 41 jogos. Em média, a cada dois jogos, ele participa de um gol nesta temporada, desempenho que o credencia para estar entre os melhores jogadores do futebol brasileiro.
No entanto, o objetivo deste texto não é exaltar o jogador do Flamengo ou rankear os melhores jogadores do país, mas sim refletir sobre o quão problemático é o imediatismo do torcedor brasileiro nas redes sociais e esse caso é um exemplo cristalino disso.
Comprado pelo Flamengo em 2025 pela bagatela de 22 milhões de euros, Samuel Lino deixou o Atlético de Madrid e desembarcou no Rio de Janeiro como a maior contratação da história do clube carioca na época.
Depois de uma boa estreia, em apenas um mês ele estava vestindo a camisa da Seleção Brasileira. Em pouco tempo ele caiu de rendimento e já se falava por aí que o Flamengo tinha feito um péssimo negócio ao comprá-lo pelo alto valor.
Em meio a altos e baixos, hoje, ele é fundamental no esquema de Leonardo Jardim sendo o segundo com mais jogos, o vice-artilheiro e o principal garçom da temporada. Agora, todos batem palmas. Talvez, amanhã, essas palmas voltem a ser vaias.
Poucos são aqueles que lembram que por trás daquelas camisas existem seres humanos, que trabalham, erram, evoluem e aprendem. Quando se está no topo, você é o melhor. Quando saí de lá, você não presta mais.
Assim funciona o torcedor braileiro.
Ainda mais em uma era onde todos querem acertar o futuro, julgar o resultado e descartar o processo.




