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A partida entre Flamengo e Santos, às 18h10 deste domingo, no Maracanã, coloca frente à frente dois treinadores muito diferentes: o santista Vanderlei Luxemburgo e o rubro-negro Joel Santana.

Enquanto o técnico do Santos é
considerado ‘moderno’, por usar a tecnologia em seu trabalho, o comandante flamenguista chega a ser motivo de brincadeiras por conta de sua prancheta, que alguns consideram símbolo de um treinador ultrapassado.

Luxemburgo tentou quinta-feira, após o treino do Santos, minimizar a diferença de estilos. "Criam-se rótulos para denegrir as pessoas”, afirmou o técnico do Santos ao comentar a prancheta de Joel Santana. "Ele (Joel) está há muito tempo no futebol e entende que a prancheta é importante”, acrescentou.

Até na maneira de se vestirem os dois são diferentes: faça chuva ou faça sol, Luxemburgo sempre está usando ternos – da marca Armani, de preferência. Já Joel Santana é adepto do estilo ‘boleiro’, com boné e agasalho do clube.

Joel Santana é o único treinador campeão pelos quatro grandes clubes do Rio (Botafogo, Flamengo, Vasco e Fluminense), mas não se deu bem em sua única passagem pelo futebol paulista (Corinthians, em 1997).

Vanderlei Luxemburgo, por sua vez, conquistou seus principais títulos treinando Santos, Palmeiras e Corinthians. Mas quando foi se aventurar em terras cariocas, comandando o Flamengo, fracassou.

O momento dos dois treinadores também é distinto: o técnico santista começou o Brasileirão disposto a trazer o título para a Vila Belmiro. Atual campeão paulista, o treinador já havia levado o clube às semifinais da Libertadores deste ano, mas acabou eliminado pelo Grêmio.

A partir daí, a equipe não foi mais a mesma. A campanha no torneio nacional ficou longe das expectativas iniciais e o Santos não conseguiu brigar pelo título, vendo o São Paulo disparar na primeira colocação.

Já o técnico Joel Santana assistiu em casa ao início do Campeonato Brasileiro, sem ter nenhum clube para treinar. Foi chamado às pressas para tirar o Flamengo da zona de rebaixamento na 15ª rodada, após a demissão de Ney Franco.

O treinador chegou sob olhares desconfiados, que não viam nele a solução para tirar o Rubro-Negro da crise. Mas o tempo passou, o Flamengo foi se acertando e, quem diria, briga – com chances claras – para conquistar uma vaga na Libertadores 2008.


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De terno e laptop, Luxa encara o largadão Joel da prancheta