Veja fotos de Messi


Créditos: efe

Quem vê o craque Lionel Messi em campo em seus mínimos detalhes percebe que há algo de diferente. O olhar que não segue a bola, os mesmo dribles, constantes e com a mesma eficiência, a forma precisa de finalizar, parecendo prever o que irá acontecer e se antecipando a tudo. Essas características são típicas de quem tem a síndrome de Asperger, uma forma mais branda do espectro autista. Messi jamais declarou publicamente que tem a síndrome, mas há muito especula-se que ele foi diagnosticado ainda na Argentina, aos 8 anos.

Em um texto que circulou nos últimos dias na internet, o pai de autista e ex-jogador de futebol Nilton Vitullo, levantou mais uma vez a questão sobre o transtorno, agora fazendo uma análise na forma com que Messi, o melhor jogador do mundo, joga.

“Li uma reportagem há uns 15 ou 20 dias e quando eu vi que se tratava do Messi, tomei até um susto. Quando li a primeira vez, comecei a prestar muita atenção em coisas que eu nunca tinha visto no Messi. Assim, eu não vejo muito jogo dele por falta de tempo, e também por não ter muita paciência (risos). Comecei a reparar, principalmente, na forma como ele faz os gols. Todos muito idênticos. E não é pelo lado direito, é sempre pelo lado esquerdo. A sensação que ele me passa é que sabe exatamente quando faz determinado movimento com o corpo, qual vai ser a reação do adversário”, explicou Vitullo, que conta sobre sua experiência nos gramados. “Joguei no juvenil do Corinthians e do Palmeiras, de 16 para 17 anos. Mas na época de se profissionalizar eu parei. Isso foi por volta de 1971, no fim do ano. Eu joguei com gente muito boa. Nessa época ai tinham muitos jogadores bons, na geração de Muricy, Vladmir e Enéas“, completou.

Palmeirense e pai do jovem também palestrino Rafael Machado, de 25 anos, que teve constatada a síndrome ao 18, o ex-jogador conta como descobriu o Asperger no filho e coloca estudos recente como um meio de evolução para novas revelação.

“Só descobri que o Rafa tinha o Asperger com 18 para 19 anos, foi tudo muito recente. Ele faz faculdade de Educação Física, joga futebol, faz boxe, surfa bem. O Asperger é muito moderno. Na verdade, Asperger era um alemão que escreveu sobre a doença no seu idioma. E isso ficou durante todo o tempo na Alemanha Oriental. Os textos só foram para o Ocidente há 20 anos. É algo muito recente, então não tinha nem como ter esse diagnóstico”, explicou.

Sobre a não existência de um diagnóstico exato no caso de Messi, Nilton utiliza da própria ausência de informações detalhadas para afirmar se o argentino possui ou não a síndrome. “Messi tem 27 anos. Se atualmente os pediatras não sabem diagnosticar, imagina há 15 ou 16 anos? O Rafa passou pelos principais neorologistas e nenhum deles deu o diagnóstico de autismo ou Asperger. O diagnóstico do Rafa era de distúrbio de déficit de atenção e hiperatividade. E se você entrar no médico e falar isso aí, vão te dizer que é virose. Quando não sabe o que é, ele fala que é isso”, afirmou.

Para defender a tese de que Messi possui Asperger, Nilton cita até mesmo Cristiano Ronaldo e Neymar e suas formas comportamentais dentro de campo. “No caso do Messi, notei que ele não olha para a bola. Ele fica prestando atenção no movimento dos adversário, sabe exatamente o que acontece com a perna da pessoa. Ele passa como se estivesse passando por cones, é uma coisa muito louca. Eu sempre disse que acho o Cristiano Ronaldo um jogador muito mais completo e o Neymar também, mas eles não têm essa eficiência. Eles erram mais. Já com o Messi, como acho que ele sabe o que os adversários vão fazer, ele faz movimentos para prever isso”, disse.

“Se ele realmente for (Asperger), é por conta das caracteristicas do repete e grava, repete e grava, até um ponto que ele não tem mais dúvida do que vai acontecer. O mais complicado de tudo isso é que nem para o Asperger e nem para o Autismo exista um exame que os detecte. São avaliações ligadas ao comportamento. Você não consegue fazer um exame. Se fizer, não vai aparecer no exame que ele tem esse tipo de coisa. Então você imagina o seguinte, como é muito sutil, só uma pessoa com muita experiência conseguiria dizer se é verdade ou não que o Messi tem. Não tem como provar. O Rafa, meu filho, tem um laudo do psiquiatra, que assina que ele tem o Asperger e eu não tenho dúvida que ele tem. Isso tudo baseado em corportamento”, completou.

Apontando a forma como Messi se comporta durante suas entrevistas como ponto crucial de quem tem Asperger, Vitullo mostra movimentos semelhantes aos feitos pelo seu filho para reforçar sua tese. “Esfregar as mãos e balançar enquanto fala é típico de quem tem Asperger. É um balançar diferente. Isso parece, pelo que eu já li, algo que alivia o cérebro. No comportamento do autista mais clássico, eles têm isso como um alívio”, disse.

Em entrevista, Leo Messi dá indícios de seu autismo

Por fim, Nilton Vitullo torce para que, caso Messi seja realmente portador da síndrome de Asperger, o caso seja revelado publicamente e que o melhor jogador de futebol do mundo na atualidade ajude na causa.

“Ele é referência. O transtorno do autismo tem um nível de comprometimento muito forte. Por exemplo, constando o Messi com Asperger, parece uma coisa boa, mas não é. Então, eu já acho muito importante ter pessoas, como ele, que tenha Asperger. É uma referência muito positiva. É alguém que, se bem trabalhado, consegue chegar onde ele chegou. Então, por exemplo, como eles têm essa capacidade de desenvolvimento intelectual absurda, acho que ter referências como o Messi, se ele realmente for, é sempre positivo. Eles precisam muito disso, pois a autoestima deles é muito baixa e a dos pais, baixíssima. A situação dos pais, de quem tem, é horrível. No caso do Rafa, como descobrimos isso muito tarde, nós tratavamos ele como uma criança normal. A gente sempre tentou sociabilizar o Rafa o máximo possível e isso ajudou muito. O grande problema é esse, você pode ver que o Messi é um cara muito antissocial. E nem sei como ele consegue receber todos aqueles prêmios. Ele recebe e nem agradece”, finalizou.

Um exemplo de atleta que é destaque em seu esporte e assumiu publicamente ter autismo é o do surfista Clay Marzo. Elogiado por Kelly Slater, o jovem é uma das sensações na prancha e uma das apostas da categoria.

Veja abaixo um vídeo sobre a história de Marzo e como ele superou seus problemas:

Autista, ‘surfista-sensação’ Clay Marzo ganha documentário

 


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Autismo fez de Messi um gênio da bola, diz ex-jogador e pai de jovem com a síndrome