Os altos preços das passagens aéreas e dos hotéis reduzirão o risco de torcedores violentos da Europa desembarcarem no Rio de Janeiro, para acompanhar a disputa da Copa do Mundo, afirmou nessa terça-feira (21) um representante da Secretaria de Segurança do Estado.

“Entendemos que a distância e o custo implicado na vinda de grupos grandes de torcedores vai diluir, ao contrário de uma Copa na Europa, a vinda para o Rio”, disse Edval Novaes, subsecretário de Tecnologia.

Novaes afirmou que as autoridades de segurança do país receberam “alertas específicos” com relação à chegada de torcedores violentos da Inglaterra e Alemanha.

Sobre a Argentina, o subsecretário explicou que há “contato próximo” com o governo vizinho, e que se estuda a vinda de policiais especializados do país, como acontecem por ocasião de jogos da Taça Libertadores.

O delegado federal Humberto Freire de Campos, da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, garantiu que agentes dos 32 países participantes do Mundial virão para o país, para colaborar com a segurança.

Além disso, o representante do governo afirmou que não existe qualquer ameaça prioritária, afirmando que o Brasil está preparado para qualquer fator de risco.

“Esta será a maior Copa da história, com 12 sedes, e que terá o maior esquema de segurança de um Mundial”, afirmou Freire.

Sobre a possibilidade de manifestações populares, como as que aconteceram durante a Copa das Confederações, o delegado garantiu que as forças de segurança garantirão a realização dos atos, mas que coibirão os atos violentos.


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Alta de passagens aéreas e em hotéis pode afastar hooligans da Copa

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