A obra do artista plástico Fernando Zarif, morto em 2010 aos 50 anos, finalmente poderá ser visto pelo público de São Paulo e do Rio de Janeiro. Boa parte das obras de Fernando, que era uma das figuras mais marcantes da boemia paulistana nas décadas de 1980 e 1990, ainda é inédita.

As mostras, na Galeria Milan, em São Paulo, e no MAM do Rio, fazem parte do projeto Casa Zarif, organizado pelo irmão mais novo do artista, Ivan, e a mãe dos dois, May Zarif. “Com esse projeto, mantenho meu irmão vivo”, disse Ivan ao jornal O Globo. O restauro das obras tem sido feito por Margot Crescenti.

A cascata de homenagens conta ainda com o livro Fernando Zarif – Uma Obra a Contrapelo, que será lançado nesta quinta-feira (20), no Rio. O acervo de Zarif, de quase três mil obras, fica na sede da Casa Zarif, em São Paulo que pode ser visitada mediante agendamento por e-mail. Uma exposição em cartaz na Galeria Milan, na capital paulista, também conta com obras de Zarif.

“Muitas vezes Fernando deixava a arte dele de lado para estar com amigos, apresentar uns aos outros, debater ideias. Era uma pessoa gregária e generosa. Nem imaginávamos que tinha produzido tanto e com tanta qualidade ao longo de sua vida”, contou. A ideia é transformar, a longo prazo, a Casa Zarif em um centro cultural. 


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Obra de Fernando Zarif ganha exposição, livro e casa com acervo permanente em SP

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