(Da redação) – Muitas situações deram como histórica a eleição presidencial nos EUA. Pela primeira vez, o país elegeu um negro, o democrata Barack Obama. Em 100 anos, nunca havia sido registrada tão grande mobilização da população para votar, em uma nação onde o voto não é obrigatório – foram cerca de 150 milhões de eleitores.

Porém, entre tantos feitos que devem ser relembrados nos livros de história daqui há alguns anos, outro ponto forte nessas eleições não ganhou tanto destaque: os referendos. A votação de 150 propostas, espalhados pelos 36 Estados norte-americanos mostram, também, a complexidade da cultura yankee.

Corrida de cachorros ou maconha?

A população foi às urnas para mostrar sua posição em relação a temas aparentemente fúteis, como a discussão sobre banir ou não as corridas de cachorro, em Massachusetts. Porém, no mesmo Estado, os eleitores decidiram descriminalizar o porte de pequenas quantidades de maconha. Em 30 dias, quem portar cerca de 30 gramas da droga não será mais preso. Apenas pagará a quantia de US$ 100 e enfrentará uma sessão com um oficial de justiça. Os menores de 18 anos terão que fazer programa de conscientização das drogas.

Ainda, à respeito da maconha, em Michigan, Detroit, a população se mostrou bastante liberal. Cerca de 63% do eleitorado (2,983,388 pessoas) votaram a favor da liberalização da erva para fins terapêuticos. De 12 Estados norte-americanos que aprovam esse tipo de medida, 8 foram conseguidas através das urnas; outros quatro, vieram de legislaturas. Agora, pacientes que forem prescritos ao uso da droga, poderão comprar, cultivar e porta-la legalmente. Somente a Dakota do Sul votou contra à nova lei.

Casamento Gay

Outra parte do eleitorado se posicionou em relação a assuntos intimamente ligados ao conservadorismo católico, exposto no veto ao casamento gay na Califórnia, por exemplo. A maioria da população californiana acatou a Medida 8, criada pelos grupos conservadores para derrubar a decisão da Suprema Corte da Califórnia de legalizar os matrimônios homossexuais, em vigor desde maio deste ano. Na Flórida e no Arizona o eleitorado decidiu proibir essa prática.

Aborto

No colorado, a população optou por julgar o aborto na mesma medida que o homicídio é tratado juridicamente. Já, na Dakota do Sul – que votou contra descriminar a maconha para fins medicinais – o eleitorado impediu que a lei contra o aborto fosse aprovada.

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Veto à união gay e sim à maconha marcam eleições nos EUA