Ao justificar a posição, Berzoini disse que a representatividade dos Estados é "profundamente desigual" no Senado, enquanto na Câmara é "pouco desigual", já que na Câmara, o número de deputados de cada Estado é proporcional à sua população, com o mínimo de 4 e o máximo de 70. "Uma federação tem que se equilibrar ao interesse dos Estados nas questões federativas. Nas questões de interesse do povo, tem que ser o pronunciamento da voz da população."

A sugestão do presidente do PT não agradou no Senado. No dia seguinte à declaração de Berzoini, Tião Viana, vice-presidente do Senado e também do PT, resolveu responder ao colega. "Imaginar a extinção do Senado seria aceitar que algumas unidades da Federação possam naturalmente jogar todo o peso de seu poderio para o atendimento dos seus pleitos, como um rolo compressor, sobre as regiões mais carentes e indefesas", disse Viana.

Para ele, “preservar o Senado é defender a essência do que somos como nação, irmanados o projeto maior de construção da pátria que sonhamos”. O senador Papaléo Paes (PSDB) também criticou Berzoini. O senador definiu a proposta como “imoral, indecente e ditatorial”.

Sem Senado, Brasil economizaria 2,4 bilhões por ano


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Idéia não agrada o vice-presidente do Senado

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