
A economia do sono é um ecossistema que engloba produtos, serviços e tecnologias voltados à melhoria da qualidade do descanso. Mais do que uma tendência, ela reflete uma mudança estrutural de comportamento. A geração Z e os millennials entendem que terapias, dispositivos tecnológicos, aplicativos, retiros e viagens especializadas transformaram o descanso em um produto premium, impulsionando novos modelos de negócio focados em bem-estar. “O sono deixou de ser visto como uma pausa e passou a ser compreendido como um ativo estratégico de saúde e performance”, ressalta Olga Fonseca, diretora de marketing da Flex do Brasil, responsável pela operação da Simmons no país.
O Brasil acompanha esse movimento de forma consistente, impulsionado por um consumidor cada vez mais atento ao bem-estar e disposto a investir em conforto e recuperação. O país é um dos maiores mercados de colchões do mundo e lidera o consumo na América Latina, respondendo por cerca de 40% da demanda regional. Ao mesmo tempo, existe um amplo potencial de crescimento, impulsionado pela ampliação da consciência sobre a importância do sono em diferentes perfis de consumo. “O colchão deixou de ser um item básico para se tornar um equipamento de alta precisão, capaz de impactar diretamente a qualidade do descanso”, afirma a responsável pelas operações da Simmons.
A projeção da ABICOL (Associação Brasileira da Indústria de Colchões) para o setor colchoeiro em 2025 indicava um crescimento de aproximadamente 6,5% na produção e faturamento do setor e pela inovação tecnológicas e pelos novos hábitos do consumidor, que busca soluções alinhadas ao seu biotipo, às preferências de conforto e ao estilo de vida. “Não existe mais um produto padrão, existe o produto ideal para cada indivíduo.” A demanda por tecnologia embarcada, conforto térmico, independência de movimento e design cresce especialmente no segmento de colchões premium, reforçando a busca por experiências mais personalizadas, destaca Olga.



