
A trajetória apresentada no novo livro de Franciele Novaes nasce do ponto mais profundo da dor: o limite. Quando não havia mais caminhos, a fé tornou-se o primeiro alicerce de um recomeço que não foi planejado, mas urgente. “Chegou um momento em que ou eu mudava, ou minha história terminava ali. Foi Deus quem me levantou quando eu já não enxergava saída”, afirma a palestrante. Dessa travessia, nasce uma narrativa potente, capaz de iluminar outras vidas que também acreditam não ter mais direção.
Um dos pilares dessa reconstrução é o perdão , tanto o que liberta o outro quanto o que devolve a si mesma. Ao reconhecer que carregava pesos que não pertenciam mais ao presente, Franciele percebeu que precisava romper com as mentiras que acreditou sobre si. “O perdão não apaga cicatrizes, mas devolve liberdade. É assim que a gente volta a existir por inteiro”, destaca. No livro, esse processo aparece como a chave emocional que possibilitou a retomada de sua identidade.
A obra revela ainda a passagem do invisível ao possível. A sensação de não pertencer, carregada durante anos, começa a ser substituída por novas oportunidades, estabilidade e reconstrução. Portas se abrem, conexões surgem e a vida, antes interrompida, se reorganiza sob um novo propósito. “Quando Deus me arrancou da invisibilidade, eu finalmente entendi que havia um caminho para mim, mesmo quando o mundo dizia que não”, explica.




