A modelo e influenciadora Thays Rocha voltou a viralizar nas redes sociais ao resgatar um vídeo de uma situação de transfobia pela qual passou com uma policial há alguns anos e falou com o Virgula sobre a situação e o motivo de ter postado novamente a gravação.
Thay, como é carinhosamente conhecida entre amigos, contou que sempre buscou ser voz e dar voz aos transgêneros, que ainda sofrem e morrem vítimas de preconceito. O Brasil segue sendo, ainda, o país que mais mata pessoas transgêneras e travestis no mundo em número absoluto.
"O vídeo foi gravado em 2017, em uma abordagem policial de uma situação de desentendimento por ser impedida de utilizar o banheiro de um estabelecimento", diz Thay. "Na gravação eu mostro como ficou meu pescoço depois de uma agressão", completa.
A modelo afirma o motivo de ter repostado o vídeo da agressão sofrida, que passou de 1 milhão de visualizações em seu perfil oficial no Instagram. "Na época pessoas transfóbicas pegaram recorte de um trecho postado nos storys e usaram como chacota nas redes", explicou ela. "Como se eu fosse uma pessoa agressiva, embora todas as pessoas trans que passam pela mesma situação ou parecida, têm o mesmo comportamento, já que na maioria das vezes as autoridades não nos amparam, a menos que seja alguém que luta a favor da causa!", desabafou.
Thay relembra que em nenhum momento desrespeitou a policial, mas que gritou após ser ofendida. "Em momento algum eu desrespeitei a abordagem da PM, pelo contrário: fui tratada no masculino e me exaltei por isto! Pois o STF aprovou a troca de nome e sexo para pessoas trans", afirmou. Hoje a prática de atos preconceituosos ou discriminatórios por identidade de gênero é julgada sob as regras da Lei nº 7.716/1989 (conhecida como Lei do Racismo).
O momento da exaltação veio após Thay ser comparada a um homem. "A policial fez afirmações incoerentes sobre minha fisionomia e identidade, por exemplo citando que tenho “força de um homem “, sendo que a medicina sabe que toda mulher trans que passou por terapia hormonal já não possui mais as mesmas características e condições que a de um homem", explicou a modelo. "Quando você apelida uma mulher trans com nomes masculinos você deslegitima a feminilidade!", completou.
Thay afirma que sempre vai continuar defendendo as causas por um país mais justo e acolhedor. "Nós, mulheres trans, não queremos roubar espaços, apenas merecemos ser respeitadas com o pronome adequado! O pronome destinado ao feminino é ELA e o para o masculino, ELE! Nenhuma certidão de nascimento consta se a pessoa é homem ou mulher, mas sim o gênero! A pluralidade da mulher é uma gama vasta e todas as mulheres merecem respeito! Seja ela mulher cis, trans, negra, indígena,…”
Veja abaixo o vídeo da situação de transfobia pela qual a modelo e influenciadora Thays Rocha passou com uma policial.




