Durante muitos anos, a expansão dos grandes grupos de alimentação esteve concentrada nos principais centros econômicos do país. Hoje, esse cenário começa a mudar. Com o amadurecimento de mercados regionais, o fortalecimento do turismo doméstico e o crescimento de polos econômicos fora do eixo tradicional, empresas do setor vêm adotando uma estratégia de expansão mais descentralizada, apostando em diferentes regiões do Brasil como forma de ampliar faturamento, fortalecer suas marcas e reduzir a dependência de mercados específicos.

O movimento acompanha o bom momento da alimentação fora do lar. Em 2025, o setor registrou faturamento de R$ 495 bilhões, ante R$ 455 bilhões no ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Nesse contexto, a escolha de novos mercados deixou de considerar apenas o tamanho das cidades e passou a incorporar fatores como vocação turística, perfil de consumo, desenvolvimento econômico, fluxo corporativo e potencial de crescimento de longo prazo.

"O mercado brasileiro é extremamente diverso. Hoje, crescer não significa apenas abrir novas unidades, mas entender as particularidades de cada região. Cada praça possui hábitos de consumo, perfil de público e dinâmica operacional diferentes. A expansão precisa respeitar essas características para que a marca consiga criar conexão com o consumidor local e se desenvolver de forma consistente", afirma Humberto Munhoz, sócio do Grupo 3T Brasil.

A estratégia também acompanha uma mudança no comportamento dos próprios grupos gastronômicos. Em vez de concentrar investimentos exclusivamente em grandes capitais, cresce o interesse por operações distribuídas em diferentes regiões do país, permitindo maior diversificação de receitas e presença em mercados com características complementares.

Proprietário das marcas  O Pasquim Bar e Prosa, A Saideira, Crave Meat, Empanadas y Tal, Juice da Orla, A Ventana e Saladaria Mix, o Grupo 3T Brasil  mantém operações distribuídas entre São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, atuando em diferentes formatos, que incluem bares de rua, restaurantes, centros corporativos e operações aeroportuárias.

Encerrando 2025 com faturamento de R$ 120 milhões, 33 operações e mais de 3,5 milhões de clientes atendidos, o grupo projeta alcançar R$ 160 milhões em receita ainda em 2026, com 40 operações. Segundo Humberto, a expansão não acontece apenas pela atratividade econômica de uma cidade, mas por uma análise conjunta de fatores que garantam sustentabilidade ao negócio.

"Antes de entrar em um novo mercado, avaliamos indicadores como potencial turístico, fluxo de pessoas, desenvolvimento econômico, concorrência, disponibilidade de mão de obra e aderência do conceito ao perfil do consumidor. Hoje, não existe uma fórmula única para crescer no Brasil. O sucesso depende justamente da capacidade de adaptar cada operação às características locais", explica.

Embora o ambiente aeroportuário continue sendo uma importante frente de crescimento para a companhia, a estratégia vai além dos terminais. O objetivo é fortalecer a presença das marcas em diferentes contextos de consumo, conciliando operações de conveniência, lazer e gastronomia em mercados considerados estratégicos.

Para os próximos anos, o Grupo 3T Brasil prevê ampliar seletivamente sua atuação em estados onde já está presente e avançar para novas regiões, mantendo uma estratégia baseada na diversificação geográfica e na adaptação dos conceitos às características de cada mercado.

"O Brasil oferece oportunidades muito diferentes entre si. Quando conseguimos compreender o comportamento de cada região e adaptar nossas marcas a essa realidade, criamos operações mais sólidas e com maior potencial de crescimento no longo prazo. Essa visão regional tem sido um dos principais motores da nossa expansão", conclui Humberto.

Sobre o Grupo 3T Brasil

Empresa proprietária das marcas O Pasquim Bar e Prosa, A Saideira, Crave Meat, Empanadas y Tal, Juice da Orla, A Ventana e Saladaria Mix, com 34 operações distribuídas em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.