Vírgula

Álbum

Os filmes de Carlos Reichenbach

Foto 15 de 20

Carlos Alberto Ricelli nos bastidores do filme ambientado em 1968, no auge da ditadura militar

Carlos Alberto Ricelli nos bastidores do filme ambientado em 1968, no auge da ditadura militar

Foto: Divulgação

O cineasta gaúcho radicado em São Paulo Carlos Reichenbach é um dos nomes mais importantes do cinema brasileiro moderno, e principalmente do cinema paulista
Estreou em longas com a comédia maluca com toques de Jovem Guarda "Corrida em Busca do Amor", que nada tem a ver com a filmografia posterior do cineasta
Sua consagração veio com o filme seguinte, "Lilian M, Relatório Confidencial"
Filme bastante moderno para a época, que misturava o tom da pornochanchada com um lado sério, existencialista e quase documental
Até hoje é considerada a obra-prima do cineasta
Em seguida ele fez o estranho "Sede de Amar", com dois astros da TV Globo da época: Luiz Gustavo e Sandra Bréa, como a dupla que passa o filme inteiro refém de sequestradores e acaba se apaixonando
Eis aqui um típico representante da pornochanchada, mas com Reichenbach na direção tudo ganha toques irônicos e irreverentes
Na mesma linha, "O Império do Desejo" é hilário e corrosivo ao mesmo tempo
Rodado no litoral paulista, mostra um DJ de rádio, sedutor e mulherengo (Jonas Bloch), que se envolve com diversas mulheres
Em plena era da "putaria" no cinema nacional dos anos 80, o diretor ousa fazer um filme denso que discute os limites entre amor e sexo
Na sequência, mais um filme que flerta com o erótico, mas sempre com o tenso tom de suspense que envolve as obras de Reichenbach
Um dos filmes mais caóticos do diretor (como o nome já indica), mostra o protagonista Ênio Gonçalves (direita) em crise na cidade, perseguido por uma espécie de demônio com quem faz um pacto
Ambientado numa escola de subúrbio de SP, mostra o cotidiano de três professoras, lideradas por Betty Faria (direita)
Um dos melhores filmes do cineasta, narra a amizade entre dois homens, desde a infância nos anos 50, o envolvimento com a ditadura nos 60 e o reencontro na fase final, quando um deles (Bertrand Duarte, direita) tem um encontro marcado com a Morte (Carolina Ferraz)
Carlos Alberto Ricelli nos bastidores do filme ambientado em 1968, no auge da ditadura militar
Já no Século XXI, Reichenbach focaliza a vida de garotas operárias na região industrial do ABC paulista, em meio aos conflitos raciais e religiosos que envolvem um grupo neo-nazista
Betty Faria volta a estrelar um filme de Reichenbach, como a mulher amante de um político que esconde o filho deste quando a esposa do figurão se suicida. Em cena, Betty com Werner Schunemann
Último longa do diretor, com a trans Léo Aquilla (esquerda) e Rosane Mullholand (direita) como irmãos em busca de uma vida melhor. A personagem de Rosane é a "falsa loura" do título
Que se envolve com o pagodeiro "comedor" interpretado por Cauã Reymond
E acaba se prostituindo, sem perceber exatamente como