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Ilustrações diferenciam empoderamento sexual e objetificação

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Vale lembrar que personagens fictícios também não são capazes de dar consentimento (afinal, eles não pensam por si mesmos), então por mais que pareça, em algumas situações, que é empoderamento, ele está lá apenas para satisfazer as vontades do criador e do público.

Vale lembrar que personagens fictícios também não são capazes de dar consentimento (afinal, eles não pensam por si mesmos), então por mais que pareça, em algumas situações, que é empoderamento, ele está lá apenas para satisfazer as vontades do criador e do público.

Foto: Reprodução/Everyday Feminism

Pode ser difícil perceber a diferença entre empoderamento e objetificação, quando a única coisa que diferencia ambos é que um é "bom" e outro "ruim".
Se pergunte quem está controlando a presença da pessoa na situação sexual. Se a pessoa que está sendo sexualizada é quem controla (tem o poder), é empoderamento; se ela é controlada, é objetificação.
Se alguém anda em público com roupas sensuais, ou tira selfies e compartilha, ela tem o poder.
Mas se os padrões de beleza forçam a pessoa a coocar roupas sexy porque ela acredita que ela não será bonita de outra forma, ou se a respeitabilidade faz com que ela não use essas roupas porque isso é motivo de vergonha, a pessoa não tem mais o poder, então é objetificação.
Da mesma forma que uma pessoa vestida de forma mais modesta pode ser objetificada, ao ser chamada de puritana ou outras coisas de cunho sexual (mesmo que reverso).
Com pessoas que também ainda não são capazes de dar consentimento, a situação se encaixa na objetificação, como é o caso de menores de idade.
Vale lembrar que personagens fictícios também não são capazes de dar consentimento (afinal, eles não pensam por si mesmos), então por mais que pareça, em algumas situações, que é empoderamento, ele está lá apenas para satisfazer as vontades do criador e do público.
No caso da prostituiçãoa coisa fica ainda mais complicada, porque, enquanto para alguns o sexo é empoderador, afinal a mulher pode vender o seu próprio corpo se quiser. Tem também o lado de que muitas dessas mulheres não poderem rejeitar algum cliente ou não terem tanto controle assim.
Muitos dos que entram na indústria do sexo podem acabar não fazendo aquilo que querem, especialmente por fatores como a situação financeira em que a pessoa se encontra, seu gênero, etnia, etc. O prórpio caso das mulheres trans, que acabam sendo automaticamente associadas à prostituição e muitas vezes não conseguem encontrar um emprego fora desse meio.
Antes de falar que alguma coisa é empoderamento sexual ou objetificação, se pergunte: quem está com o poder?