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Questões polêmicas em novelas da Globo

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<b>Polêmica</b>: A novela trouxe pra o debate público os limites da inseminação artificial envolvendo mães de aluguel

<b>Polêmica</b>: A novela trouxe pra o debate público os limites da inseminação artificial envolvendo mães de aluguel

Foto: Divulgação/TV Globo

<b>Autor</b>: Lauro César Muniz 
 
<b>Ano</b>: 1979/80 

<b>Trama principal</b>: Paloma Gurgel (Dina Sfat) é uma jornalista que viveu anos fora do Brasil trabalhando como correspondente internacional. Ela volta à sua cidade natal onde seu irmão gêmeo está internado em coma depois de uma cirurgia no cérebro. A jornalista quer desligar os aparelhos que o mantém vivo, mas sua cunhada, Veridiana (Susana Vieira) é contra, dando início a uma batalha judicial.
<b>Polêmica</b>: A novela fez uma crítica ao poder excessivo das multinacionais e propunha uma discussão sobre a prática da eutanásia, assuntos até então que não haviam sido abordados de forma tão explícita.
<b>Autor</b>: Dias Gomes 

<b>Ano</b>: 1985/1986 

<b>Trama</b>: O falso santo Roque Santeiro volta à sua cidade 17 anos depois de sua falsa morte. Os moradores acreditavam que o coroinha e artesão havia feito um milagre ao defender a cidade de um bandido e que ele havia morrido então. Muitas pessoas lucraram com a morte dele, inclusive Porcina (Regina Duarte), que todos acreditavam ser viúva do falso milagreiro. Ela matinha um caso com o fazendeiro Sinhozinho Malta (Lima Duarte).
</b>Polêmica</b>: Ao falar abordar assuntos como o poder da religião na sociedade brasileira , a novela fez uma sátira à exploração política e comercial da fé popular. A cidade fictícia Asa Branca era como um microcosmo do Brasil.
<b>Autor</b>: Lauro César Muniz 

<b>Ano</b>: 1989 

<b>Trama</b>:  Ambientada nas cidades fictícias Ouro Verde e Tangará, a novela começava mostrando a tentativa do poderoso deputado federal e empresário local Severo Toledo Branco (Francisco Cuoco) em abafar o caso que tinha com Marlene (Tássia Camargo). Ele convence o bóia-fria e seu empregado Sassa Mutema (Lima Duarte) a casar com a jovem. O radialista Juca Pirama (Luiz Gustavo) descobre a traição e começa a perseguir os dois.
<b>Polêmica</b>: A novela foi uma metáfora do momento político em que o Brasil vivia, com as primeiras eleições diretas do país depois de 21 anos de ditadura militar. Acusado do assassinato dos dois, Sassá Mutema ganha popularidade depois de a cidade descobrir que o moralista Juca era uma corrupto. Os políticos locais vêm nele um possível candidato a prefeito. Na sinopse original, ele seria candidato à presidência, mas o autor achou melhor mudar o rumo da personagem para não criar atritos com partidos políticos. A esquerda e direita identificavam Sassá com o candidato Lula.
<b>Autor </b>:Gilberto Braga 

<b>Ano</b>: 1994/1995 

<b>Trama principal</b>: A partir de quatro histórias principais que se conectam, a novela mostrou disputas por poder, ganância, corrupção, golpes, casamentos por interesse. Raul Pelegrini (Tarcísio Meira) entra em um embate com a jovem Alice (Cláudia Abreu) depois de ela testemunhar o empresário atropelando um homem, sem saber que ela é sua neta. Raul é casado com Tereza (Eva Wilma), quem ele vai abandonar para ficar com Lídia Laport (Vera Fischer), socialite falida, que fica dividida entre o casamento por interesse e Pedro, seu grande amor, que voltou dos Estados Unidos.
<b>Polêmicas</b>: Enredo abordava questões éticas e morais, dando continuidade às tramas de Gilberto Braga sobre corrupção.
<b>Autor</b>: Glória Perez

<b>Ano</b>: 1990/91

<b>Trama</b>: Ana (Cásia Kiss Magro) e o marido, Zeca (Vitor Fasano), têm um casamento sólido e feliz, porém ela não consegue engravidar, apesar dos vários tratamentos a que se submeteu. Eles então contratam Clara (Claudia Abreu) como mãe de aluguel. Mas a relação entre eles se complica à medida que a gravidez avança.
<b>Polêmica</b>: A novela trouxe pra o debate público os limites da inseminação artificial envolvendo mães de aluguel
<b>Polêmica</b>: A novela mostrou a situação de transplante e doação de órgãos no país. A autora também colocou na trama a realidade sobre ônibus clandestinos, que eram um problema no Rio de Janeiro na época.
<b>Autor</b>: Gloria Perez 

<b>Ano</b>: 1992/93 

<b>Trama</b>: Diogo é um respeitado juiz que vive um casamente de aparência com Antônia. Ele se apaixona por Bettina, que sofre um acidente e tem morte cerebral. O coração dela é doado para Paloma, que sofria de graves problemas cardíacos. Diogo se aproxima de Paloma a fim de ficar mais próximo da mulher que amava.
<b>Polêmicas</b>: Preconceito -  por meio da ascensão de uma família negra à classe média alta, o autor Sílvio de Abreu abordou a questão do racismo, questionando se ele é racial ou social. 
Homossexualidade – O relacionamento entre Jefferson (Lui Mendes) e Sandro (André Gonçalves) gerou um forte debate sobre o tema entre os telespectadores. O fato de um ser branco e outro negro intensificou a discussão.
<b>Autor</b>: Sílvio de Abreu.

<b>Ano</b>: 1995 

<b>Trama</b>: Uma sequência de assassinatos sem relação entre eles coloca no ar as dúvidas: quem matou, por que, quem será o próximo? A poderosa família Ferreto e a família da batalhadora Ana (Susana Vieira) são os principais núcleos da trama, que se passa no Bixiga e Mooca, bairros tradicionais de São Paulo.
Polêmicas: Preconceito -  por meio da ascensão de uma família negra à classe média alta, o autor Sílvio de Abreu abordou a questão do racismo, questionando se ele é racial ou social.
<b>Polêmicas</b>: A novela trouxe o debate sobre a luta por posse de terra, que ganhou repercussão na mídia e na sociedade em geral. Os Movimentos dos Sem-Terra e a reforma agrária foram temas da realidade retratos na ficção.
<b>Autor</b>: Benedito Ruy Barbosa 

<b>Ano</b>: 1996/97 

<b>Trama principal</b>: O romance do latifundiário Bruno Mezenga (Antonio Fagundes) com a bóia fria Luana (Patricia Pillar), descendentes de famílias italianas rivais: os Mezenga e os Berdinazi,  é o fio condutor da trama. A novela tem duas fases: anos 40, durante a decadência do cultivo do café, e 1996, quando Bruno já é  um rico fazendeiro.
<b>Autor</b>: Gilberto Braga 

<b>Ano</b>: 2003/04

<b>Trama</b>: A novela gira em torno da rivalidade entre Maria Clara Diniz (Malu Mader), ex-modelo e empresária bem sucedida, dona da produtora Mello Diniz, e a ambiciosa Laura (Cláudia Abreu). Laura pede emprego na produtora de Maria Clara para se infiltrar em sua vida. O motivo: a mãe de Laura é a verdadeira musa de uma canção que deu fama e riqueza à Maria Clara, que acredita que a música Musa de Verão foi composta para ela pelo seu antigo namorado.
<b>Polêmicas</b>: Jornalismo de celebridades, busca por fama, subcelebridades, ascensão social eram o eixo central da trama, que entrou na onda dos realities show, uma novidade que virou febre na época. A novela também abordou o alcoolismo, com um jornalista alcoólatra.