Especialista, Bianca Bottrel explica método que tira mulheres da dependência da audiência para viver de conteúdo pago por marcas (Foto: Divulgação)

O marketing de influência global movimenta mais de US$ 22 bilhões atualmente, segundo dados da Indústria Global de Influência. Uma fatia dessa enorme quantidade de dinheiro está intrinsicamente ligada à uma ferramenta que ganha cada vez mais notoriedade no Brasil: O UGC.

A sigla vem do inglês User Generated Content (Conteúdo Gerado por Usuário, da tradução livre). Quem domina hoje a ferramenta, cresce exponencialmente na escala do mercado do marketing de influência. Para se ter uma ideia, segundo dados de uma pesquisa da Nuvemshop/BrandLovers, o UGC é capaz de gerar hoje até 11x mais ROI (Retorno sobre o Investimento) que um anúncio tradicional.

Especialista na área e uma das pioneiras no uso do UGC no Brasil, a publicitária Bianca Bottrel explica as transformações que a ferramenta trouxe para o marketing nos últimos anos. Segundo ela, hoje as “marcas não querem mais o vídeo mais bonito; querem o vídeo em que o cliente acredita”.

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“O que dá densidade à história não é o faturamento dela — é o perfil de quem entra. Mães, universitárias, mulheres em dupla jornada, mulheres fora dos grandes centros. O UGC permite gravar na hora do almoço, editar enquanto o filho dorme e entregar à noite”, explica Bianca sobre o trabalho para quem quer se tornar criador de UGC.

De acordo com Bianca, “o mercado migrou de alcance para performance. As marcas não querem mais o rosto famoso — querem o vídeo que converte. Isso inverte a lógica da influência digital e abre uma porta de entrada para quem nunca teve seguidores”.

Uma pesquisa do Collabstr — Influencer Marketing Report 2026, apontou que campanhas de UGC cresceram mais de 130% em um ano em plataformas especializadas. E de acordo com o Bazaarvoice, o UGC em página de produto pode elevar a conversão em até 161%.

Como ingressar e trabalhar com UGC

Com anos de estudo sobre cada detalhe da ferramenta, Bianca Bottrel desenvolveu um processo que permite o ingresso no mundo do UGC de maneira prática e rápida. A publicitária estruturou uma metodologia para levar mulheres do zero ao primeiro contrato pago, hoje organizada no Plano UGC em 21 dias.

“Eu não comecei a ensinar porque parei de trabalhar com marcas. Comecei porque não conseguia atender todas elas sozinha”, diz ela sobre o conteúdo, que tem etapas de posicionamento, produção e montagem de portfólio profissional para envio às marcas.

Segundo Bianca, o criador de UGC cresce mais rápido que o influenciador no marketing de influência. “Cresce mais rápido porque resolve um problema operacional das marcas — a necessidade de dezenas de variações criativas por mês para alimentar tráfego pago, algo que produtora tradicional não entrega no custo nem na velocidade necessários”.

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A lógica do UGC é simples, de acordo com a publicitária: “as marcas pagam pessoas comuns para gravar vídeos autênticos com o celular — e esses vídeos vão para os anúncios da marca, não para o perfil do criador. Sem exposição obrigatória. Sem exigência de seguidores. Sem equipamento profissional”.

Cachês por vídeo no Brasil em 2026

R$ 350–1.200 saúde/fitness
R$ 400–1.500 beleza
R$ 600–2.000 tech/SaaS
R$ 800–2.500 fintechs

Sobre Bianca Bottrel

Bianca Bottrel nasceu e construiu a carreira no interior de Minas Gerais. Publicitária, formada em Publicidade e Propaganda, ela é criadora de conteúdo UGC e uma das principais referências do segmento no Brasil. Chegou ao formato em 2023, a partir de conteúdo americano, quando o UGC ainda não havia desembarcado no país — não havia curso nem mercado estruturado aqui.

Atuava com influenciadores, ajudando criadores a conseguirem mais trabalhos com marcas, e passou a testar o formato para poder ensiná-lo. Já produziu conteúdo para marcas como Shopee, Payot e Eudora. Hoje atua também como educadora digital, com metodologia própria voltada à formação de novas criadoras — do zero ao primeiro contrato pago, sem necessidade de audiência prévia.


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Especialista, Bianca Bottrel explica método que tira mulheres da dependência da audiência para viver de conteúdo pago por marcas