Miriam Athie rebate insinuações da imprensa: “Me difamam e eu não estou nem aí” (Foto: Divulgação)

A noite desta segunda feira no Parque São Jorge ficou marcada não apenas pela apresentação oficial da SAFiel, mas principalmente pela fala contundente da conselheira vitalícia Miriam Athie.

Os idealizadores do projeto, Eduardo Salusse e Carlos Teixeira, expuseram de forma detalhada a estrutura da SAFiel, proposta que pretende transformar o Corinthians em Sociedade Anônima do Futebol com captação estimada entre 1,6 bilhão e 2,7 bilhões de reais, dividida entre o clube e torcedores investidores. Apesar da complexidade do modelo e do interesse geral, foi a intervenção de Miriam que alterou o clima da reunião.

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Ao subir ao palco, Miriam fez questão de abordar diretamente rumores e interpretações distorcidas divulgadas por parte da imprensa. Em tom firme, declarou: “Eu fui uma das primeiras que disse ‘Eu quero a Safiel no Corinthians’ porque eu sempre fui contrária a SAF porque eu acho que o Corinthians não pode ter dono, dono somos todos nós, associados, torcedores, etc. Mas a primeira observação que eu queria fazer é com relação ao Mauricio, um dos idealizadores do projeto. Porque muitas coisas falaram a meu respeito. A imprensa me difamando e eu não estou nem aí para isso. O Maurício é filho do meu primo de segundo grau. Eu vi essas crianças na barriga da mãe. Portanto, eles têm carinho comigo, me chamam de tia, e eu amo que me chamem de tia. Então, para deixar claro, eu não sou dona da Safiel, não tenho interesse na Safiel, não vou indicar ninguém para a Safiel. Eu só gostaria que a Safiel desse certo. Porque ela é do associado e de todo torcedor. Só que eu também tenho uma série de questionamentos a fazer para eles. Primeiro, com relação ao Conselho. São seis pessoas e um CEO. Eu disse: Não, o presidente do Corinthians, quem quer que seja, tem que fazer parte do Conselho. Ele tem que fazer parte do Conselho com direito a veto e voto. E já disse antes que ele tem que consertar. A Safiel é um projeto, e eu fui parlamentar, projeto é uma coisa que se constrói e se modifica.”

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A declaração se tornou um ponto de inflexão porque Miriam reforçou simultaneamente duas posições que muitos achavam incompatíveis, o apoio declarado à SAFiel e a defesa da autonomia institucional do clube. Ela deixou claro que não atua em benefício pessoal, não busca cargos e tampouco utiliza sua relação familiar como justificativa para apoiar o projeto. Ao contrário, afirmou que apoia porque acredita na proposta, mas que continuará cobrando ajustes essenciais antes que qualquer votação aconteça.

Após sua fala, outros associados e conselheiros seguiram com questionamentos sobre governança, divisão acionária, controle da SAF e impacto do projeto para o torcedor comum. Os idealizadores responderam ponto a ponto, reforçando que o mercado exige estabilidade e gestão profissional para atrair investimentos desse porte.


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Miriam Athie rebate insinuações da imprensa: “Me difamam e eu não estou nem aí”