A TV Cultura estreia no dia 16 de agosto (domingo) a nova fase do Repórter Eco, um dos mais tradicionais e relevantes programas da televisão brasileira sobre temas ambientais e de conservação da natureza. Com uma hora de duração, novo formato e apresentação da indígena Cleicí Patauá, a atração amplia a cobertura sobre meio ambiente e a emergência climática e mostra como os fenômenos impactam diretamente o cotidiano da população. O Repórter Eco vai ao ar aos domingos, às 18h, com horário alternativo, às terças-feiras, às 20h.

Diante da urgência da crise climática, o programa amplia seu olhar e passa a equilibrar pautas sobre as florestas e as dinâmicas dos grandes centros urbanos. A proposta é integrar a sustentabilidade ao dia a dia das pessoas, evidenciando seus reflexos em áreas como saúde, política, planejamento urbano, economia e qualidade de vida. Para isso, o Repórter Eco deixa o estúdio e ganha as ruas, aproximando ainda mais o público das histórias e dos desafios que moldam o presente e o futuro do planeta. 

Mais do que informar, a nova fase do programa busca conscientizar sobre a emergência climática e estimular reflexões sobre os caminhos para uma sociedade mais sustentável. A proposta é mostrar que as mudanças no clima deixaram de ser um desafio distante e já influenciam diretamente a vida de todos. Segundo Alexandre Mattoso, coordenador do Núcleo de Entrevistas e Talk Shows da TV Cultura, os eventos extremos exigem uma nova forma de pensar as cidades e de viver nelas. 

"O futuro do planeta e os desafios do clima não são problemas do amanhã. Eles fazem parte do nosso dia a dia. As cidades precisam se adaptar aos eventos extremos do clima e isso vai exigir de nós um novo jeito de viver", afirma Mattoso. 

Para Beth Carmona, vice-presidente da TV Cultura, a renovação do programa reforça o compromisso da emissora pública com um dos temas mais urgentes da atualidade. 

"Com quase 35 anos no ar, o Repórter Eco faz parte da história da TV Cultura e é uma referência e um espaço dedicado ao movimento ambiental brasileiro. Essa renovação reafirma o compromisso da emissora pública com um dos assuntos mais urgentes do nosso tempo, a emergência climática. Queremos ampliar essa conversa, aproximar os temas da ecologia do planeta ao cotidiano das pessoas e contribuir para uma sociedade mais consciente, bem informada e atenta para enfrentar os desafios do presente e do futuro." 

Nova apresentadora da atração, Cleicí Patauá celebra a oportunidade de dar continuidade à história do programa. 

"Assumo essa missão com profundo respeito pelo legado construído pelo Repórter Eco ao longo de mais de três décadas. Como mulher da floresta, nascida às margens do Rio Unini, na Amazônia, aprendi que a natureza não é um recurso: ela é parte da nossa existência. É essa cosmovisão que levo para o programa, um olhar que une ciência e saberes tradicionais, conecta floresta e cidade e mostra que falar de meio ambiente é falar sobre o futuro de todos nós", destaca. 

Novo formato

Com linguagem mais dinâmica e um tom leve, sem abrir mão do aprofundamento jornalístico, o novo Repórter Eco, a cada edição, traz uma entrevista especial com personagens conhecidos ou anônimos que lideram iniciativas socioambientais ou protagonizam histórias inspiradoras de transformação. O programa também contará com reportagens especiais de Adele Santelli e passa a contar com um time fixo de especialistas, responsável por contextualizar os principais temas e traduzir questões complexas em análises acessíveis ao público. 

Colaboradores 

A rede de colaboradores reúne nomes de referência do ecossistema ambiental e científico brasileiro, como a oceanógrafa Katharina Grisotti, que viajou pelo mundo com expedições científicas e longas travessias oceânicas como a “Voz dos Oceanos”, e apresentará pautas relacionadas à biodiversidade do mar e os impactos da crise climática; a urbanista social e cientista Gabriela Alves, criadora do InstitutoPerifa Sustentávele de uma empresa social, que faz o chamado design social, isto é, ajuda a construir espaços coletivos e praças em comunidades periféricas, com participação da população; o botânico e paisagista Ricardo Cardim, especialista premiado por usar e valorizar espécies nativas no paisagismo e defender o reflorestamento de áreas urbanas para frear os impactos da crise climática; e o jornalista e documentarista Rodrigo Cebrian, fundador do Instituto Euceano, que sensibiliza as pessoas sobre a importância da preservação da vida marinha. 

Também integram o time a jornalista e ativista ambiental Mari Vieira, produtora de conteúdo que mostra a riqueza da Floresta Amazônica, abordando a cultura local, pesquisadores e curiosidades; a química e divulgadora científica Kananda Eller, do perfil @deusacientista, com quase 500 mil seguidores, que aborda temas de meio ambiente sob a ótica do racismo ambiental e também se especializou na reciclagem de resíduos sólidos; o biólogo Mário Moscatelli, especialista em manguezais e referência nacional no assunto, recuperou áreas degradadas, como a Lagoa Rodrigo de Freitas, o Complexo Lagunar da Barra da Tijuca e manguezais que cercam a Baía de Guanabara; e o comunicólogo e ativista ambiental Roched Seba, fundador e diretor do Instituto Vida Livre, uma das principais organizações brasileiras dedicadas ao resgate, reabilitação e reintegração de animais silvestres à natureza.  

Estreia

A edição de estreia mostra como os impactos climáticos afetam a vida dos brasileiros, reunindo ciência, saúde, soluções urbanas e conservação ambiental. 

A preocupação com o Super El Niño também ganha destaque, com orientações sobre prevenção e os principais impactos do fenômeno. O programa apresenta ainda soluções capazes de tornar as cidades mais resilientes às mudanças climáticas, como as calçadas permeáveis — tema de pesquisas desenvolvidas pela USP — e os telhados verdes, alternativa que ajuda a reduzir a temperatura nos grandes centros urbanos. 

Fora das cidades, a atração acompanha pesquisadores em Fernando de Noronha no monitoramento do comportamento de tubarões, contribuindo para sua preservação. 

Sobre Cleicí Patauá

Filha da floresta e de lideranças indígenas, Cleicí Patauá viveu até os 11 anos às margens do Rio Unini, no Parque Nacional do Jaú, na Amazônia. Advogada, especialista em ESG, Governança e Sustentabilidade Corporativa, é uma mulher indígena e ribeirinha que transformou sua trajetória em uma ponte entre os saberes ancestrais da floresta e os grandes debates sobre clima e desenvolvimento sustentável. 

Atua com governança territorial, justiça climática e fortalecimento de comunidades tradicionais, sendo reconhecida por conectar ancestralidade, setor privado e políticas públicas na construção de economias regenerativas. Palestrante e consultora estratégica, representa iniciativas amazônicas em fóruns nacionais e internacionais e vem se consolidando como uma das principais vozes da nova geração de lideranças amazônicas na defesa da floresta em pé e dos povos que a mantêm viva.