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Medulla recebe Urias e mais no novo álbum "No Dia Que Tudo Mudou”

Por Da Redação
Foto: @palu___bertissolli

Há encontros que mudam o rumo de um disco e discos que mudam o rumo de quem os escuta. É desse lugar que o Medulla retorna nesta quinta-feira (13) com "No Dia Que Tudo Mudou", álbum que reúne nomes como Urias, Lirinha, Flor e Yego em participações que ampliam ainda mais o universo criativo da dupla. Produzido por Los Brasileros e pelo duo, o trabalho nasce como um manifesto sobre transformação, coragem e recomeços. Não é apenas um lançamento: é o instante em que o passado encontra o futuro e exige que a mudança aconteça agora.

Ao longo de oito faixas, os irmãos mergulham em uma linguagem que atravessa jazz, brasilidades e experimentação para traduzir o exato momento em que a vida deixa de aceitar o conforto da permanência. As canções, escritas ao longo dos últimos dez anos, carregam memórias, afetos e cicatrizes que amadureceram até encontrarem sua forma definitiva. O cotidiano deixa de ser paisagem e passa a ser combustível para uma obra que entende que toda grande revolução começa dentro de alguém.

Produzido durante dois anos entre as jornadas de direção criativa e os estúdios da Head Media, o álbum transforma beatbox, respiração, efeitos de voz e sons do próprio corpo em matéria-prima para beats e arranjos orgânicos. A mixagem de Marcelinho Ferraz e Daniel Pampuri, vencedores do Grammy por trabalhos com artistas como Karol G e Beyoncé, potencializa um repertório inspirado por nomes como Lenine, Otto, Chico Science & Nação Zumbi, Marisa Monte, Carlinhos Brown e pela cena contemporânea de jazz e R&B. O resultado é um disco inquieto, visceral e profundamente brasileiro.

Os visuais que acompanham o projeto expandem essa narrativa. Assinados pelo Medulla e por Léo Silva, os vídeos foram gravados em dois dias intensos e transformam micro cenas urbanas em poesia visual. Nesse universo simbólico, os gêmeos representam uma única pessoa dividida em dois corpos, refletindo o conflito entre permanecer onde se está ou atravessar o desconhecido em busca de uma nova versão de si.

"Nossa vida é marcada por pontos de virada. Essa busca constante pelo novo momento. As músicas desse disco nasceram nos últimos 10 anos das nossas vidas. Nossas vivências e verdades em música. E a gente espera tocar as pessoas que têm esse coração inquieto", afirmam. A dupla completa: "Esse álbum é a coragem de ir com medo mesmo, pagar pra ver o que pode acontecer, se a gente resolver mudar o rumo da vida." Porque toda transformação começa em um dia específico. E, para o Medulla, esse dia finalmente chegou.

Agenda de shows - Depois da estreia no Teatro Cesgranrio, no Rio de Janeiro, no último sábado (8), a turnê de lançamento de "No Dia Que Tudo Mudou" segue para Belo Horizonte e São Paulo. Os próximos shows acontecem no dia 14 de agosto, no Sesc Cultura MG, em BH, e em 30 de agosto, na Casa Natura Musical, em São Paulo. Com um novo repertório, cenografia inédita e participações especiais, o espetáculo convida o público a mergulhar no universo do novo álbum e a viver de perto esse novo momento. Os ingressos já estão à venda aqui

O álbum nasce no encontro entre música, cidade e pessoas 

Antes mesmo de chegar às plataformas digitais, "No Dia Que Tudo Mudou" começou a existir no lugar onde toda transformação ganha sentido: o encontro entre pessoas. Em vez de antecipar o lançamento apenas pelas redes sociais, o Medulla criou um circuito de audições presenciais que levou o álbum para ambientes cotidianos, transformando cada espaço em uma extensão do universo criativo do disco. A proposta faz do lançamento uma experiência compartilhada, em que ouvir música volta a ser um ritual coletivo.

A primeira parada aconteceu em parceria com a Bad Running. Depois de uma corrida pelo Minhocão, em São Paulo, os fãs foram convidados para ouvir o álbum no escritório da marca, conectando movimento, respiração e música em uma mesma experiência. A ação reforça a mensagem central do projeto: toda mudança começa com o primeiro passo, seja ele físico, emocional ou artístico.

A jornada continuou na Soap Club, lavanderia que se tornou referência por movimentar uma cena criativa e inovadora, onde as faixas ganharam vida entre máquinas, conversas e memórias compartilhadas. Na Casa Cósmica, o Medulla transformou o espaço ao criar um jardim no centro da sala, utilizando sua experiência em direção de arte para construir um ambiente sensorial que traduz a delicadeza e a força presentes nas canções do álbum.

Em Curitiba, o circuito chegou à Macro Bar e Pista, um dos principais polos da cultura alternativa da cidade. Antes da audição, o público acompanhou a exibição do visual do primeiro single e participou de um bate-papo sobre direção criativa com Léo Silva e convidados da cena audiovisual local. Mais do que apresentar um novo disco, o Medulla propõe uma experiência que desacelera o tempo, aproxima artistas e público e devolve à música o poder de transformar espaços comuns em lembranças permanentes. 

SOBRE MEDULLA

O duo Medulla é formado pelos gêmeos Keops & Raony. Nascidos em Pernambuco e criados entre Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, os irmãos trazem em suas músicas uma mistura autêntica de suas identidades retirantes, refletindo a rica diversidade e brasilidade que permeia sua arte.

Em quase 20 anos de carreira, o Medulla construiu uma base de fãs leal e apaixonada, conhecida como "O Movimento". A dupla soma milhões de plays e views nas plataformas de streaming, tendo se apresentado nos festivais mais importantes do Brasil, como Lollapalooza e Primavera Sound, além de realizar turnês pela Europa. 

Essa conexão profunda com seus seguidores é um reflexo da sinceridade e da paixão que Keops e Raony colocam em cada performance.

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