Na manhã desta terça (22), trabalhadores da fábrica de produtos químicos Rhodia fizeram um protesto contra a demissão de dez funcionários que foram contaminados no acidente de 1993. Na ocasião houve um vazamento de hexaclorobenzeno, substância tóxica ao corpo humano, na fábrica de Cubatão e 150 operários apresentaram a substância no sangue.
O sindicato dos químicos da região afirma que a empresa descumpriu o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado junto ao Ministério Público em 1995. No termo a empresa se responsabilizava em não demitir os funcionários prejudicados no acidente enquanto eles ainda apresentassem indícios da contaminação.
A demissão foi suspensa via liminar pela justiça em fevereiro, mas a empresa alega que os 10 trabalhadores passaram por exames no final de 2010 e já estão "fora do quadro suspeito".
Depois de 18 anos do vazamento a Federação dos Trabalhadores Nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo acusa a empresa de jogar lixo tóxico nos rios e lagos da região de Santos, supostamente contaminando a água. Em 2002 houve denúncias de que a empresa francesa mantinha depósitos clandestinos de lixo tóxico.
O trajeto do protesto passou pelo consulado francês, onde eles entregaram um manifesto. Na época do acidente a fábrica era uma estatal da França, mas depois foi privatizada. Depois disso os trabalhadores foram até o prédio da FIESP, onde representaram a morte de um deles usando um caixão.

%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8%2Finternal_photos%2Fbs%2F2024%2FI%2Fq%2Fl2bE0HQ4ebWbSbhxdKkw%2Fwhatsapp-image-2024-10-25-at-10.31.53-1-.jpg&w=3840&q=75&output=webp&we)


