O mundo vai alcançar no fim de outubro a marca de 7 bilhões de pessoas, número que representa conquistas e desafios e, principalmente, afetará as regiões mais pobres, advertiu nesta quarta-feira (26) em Londres o diretor-executivo do Fundo de População das Nações Unidas, Babatunde Osotimehin.
O documento "Estado da População Mundial 2011", apresentado nesta quarta-feira na capital britânica, considera as tendências que definem o mundo e analisa alguns dos paradoxos propostos pelo aumento do número de habitantes apesar das mulheres terem cada vez menos filhos em relação aos anos 60.
LEIA MAIS: Maior família do mundo tem 181 membros morando na mesma casa
Para a elaboração do relatório, a ONU analisou as tendências de nove países: China, Egito, Etiópia, Finlândia, Índia, México, Moçambique, Nigéria e a ex-República Iugoslava da Macedônia e detectou que apesar dos avanços no combate a pobreza, a desigualdade social continua crescendo.
O marco dos 7 bilhões de pessoas no fim de outubro "representa um desafio, uma oportunidade e um chamado à ação", alertou Osotimehin.
A crescente diferença entre ricos e pobres é outro grande desafio deste mundo superpovoado, assim como o fato de que ainda persistam as disparidades entre os países e dentro de um mesmo Estado.
As desigualdades quanto aos direitos e oportunidades de homens e mulheres é outro dos pontos sublinhados no relatório, que ressalta a importância de traçar um caminho de desenvolvimento para promover a igualdade.
Para 2050, a ONU prevê uma população mundial de 9,3 bilhões de pessoas e para o final do século mais de 10 bilhões.

%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8%2Finternal_photos%2Fbs%2F2024%2FI%2Fq%2Fl2bE0HQ4ebWbSbhxdKkw%2Fwhatsapp-image-2024-10-25-at-10.31.53-1-.jpg&w=3840&q=75&output=webp&we)


