As autoridades mexicanas apresentaram nesta sexta-feira sete dos membros de uma seita satânica acusados de sacrificar duas crianças de 10 anos e uma mulher de 44 como oferenda a Santa Morte para receber dinheiro, saúde e proteção.

O porta-voz da Procuradoria Geral de Justiça do Estado de Sonora, José Larrinaga, apresentou sete dos oito membros detidos da seita, que teriam cometido os assassinatos na cidade de Nacozari.

Segundo as autoridades, o grupo era liderado por Silvia Meraz, de 44 anos. Segundo as investigações, Silvia “convenceu o resto do grupo a oferecer sacrifícios humanos à Santa Morte, já que isto traria benefícios econômicos e mais saúde e proteção e eles”, explicou Larrinaga.

O funcionário disse que a polícia começou a investigar o caso após receber a denúncia do desaparecimento do menino Jesús Octavio Martínez, de dez anos.

Larrinaga afirmou que as investigações comprovaram que Silvia induziu os três homicídios e teve participação direta em dois dele ao lado de seu marido.

“Sua predileção era degolar as vítimas, argumentando que a Santa Morte preferia assim, que desta maneira ela indicaria o local onde existia dinheiro para roubar, o que seria parte da recompensa”, relatou o procurador.

Além de Silvia, os outros acusados são três homens e três mulheres com idades entre 20 e 83 anos. As autoridades continuam as investigações para determinar se existem outros participantes ou se houve mais vítimas.

A Santa Morte é uma figura mexicana de veneração que combina elementos do catolicismo com o culto pré-hispânico aos mortos. Em algumas ocasiões, a adoração de sua figura foi associado à criminalidade, principalmente o narcotráfico.


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México: membros de seita matam três pessoas como oferenda à Santa Morte