Três irmãs da Índia foram “premiadas” com uma raríssima e triste mutação genética: as moças sofrem da chamada síndrome de lobisomem e têm o corpo, principalmente o rosto, coberto por grossos pelos escuros. Savita, Monisha e Savitri Sangrão (respectivamente 23, 18 e 16 anos) vivem numa pequena aldeia, perto de Pune e herdaram o problema do pai.
A doença, que na verdade se chama hipertricose universalis, é uma mutação genética em que as células que normalmente barram o crescimento de pelos em áreas, como testa e pálpebras, simplesmente não funcionam. Ou seja, os pelos crescem de maneira quase desenfreada no rosto e corpo de quem sofre do problema.
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Segundo a mãe das meninas, Anita Sambhaji Raut, o distúrbio foi transmitido pelo pai das meninas, que também sofria com a mutação. Anita contou ao Daily Mail que o casamento dos dois foi arranjado quando ela tinha 12 anos e que, por isso, ela não viu o noivo antes da cerimônia. O casal teve seis filhas, mas apenas três desenvolveram o problema.
As meninas, que já sofreram um bocado por conta de bullying nas ruas e na escola, hoje têm esperança de conseguir um tratamento à laser para a retirada definitiva dos pelos. Segundo elas, nessas condições jamais será possível encontrar um marido – algo muito importante na aldeia em que moram, onde mulheres solteiras não têm grandes perspectivas.
O documentarista Sneh Gupta está tentando fazer um filme sobre a vida das meninas para tentar arrecadar fundos e financiar a cirurgia de remoção dos pelos, que custa em torno de R$ 12,5 mil por pessoa.


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