Poucas pessoas têm acesso às áreas afetadas pelo desastre nuclear de Fukushima, em março de 2011. O fotógrafo polonês Arkadiusz Podniesinski conseguiu uma licença especial para visitar a Zona de Exclusão — um perímetro com 20 km de circunferência, ainda contaminado —, e foi para lá no último mês de setembro. Os registros que o cara fez, estão na galeria ai embaixo.
Um deserto tomado por milhões de sacos de lixo contendo material contaminado nos campos, e uma cidade largada às pressas, ainda cheia de produtos nas prateleiras, computadores, bicicletas e carros nas ruas sendo engolidos pela natureza.
Embora tenha fotografado também a área afetada pelo desastre de Chernobyl, ele contou que foi para lá sem saber o que iria encontrar.
“Quando eu visitei Chernobyl, há sete anos, imaginei que outro desastre nuclear poderia acontecer. Mas certamente não imaginei que seria no Japão. Afinal de contas, energia nuclear é segura e a tecnologia é pouco vulnerável. Os cientistas dizem isso, as empresas dizem isso, e até o governo diz isso. Mas acabou acontecendo novamente!”, escreveu ele em seu site oficial.
“Quando viajei para Fukushima eu não tinha ideia do que iria encontrar lá. Tudo é diferente. A cultura, os costumes... Como estaria tudo isso quatro anos após o incidente?”, continuou Arkadiusz.



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