
O livro Mein Kampf (Minha Luta), de Adolf Hitler, publicado na Alemanha em janeiro de 2016 pela primeira vez desde 1945, se tornou best-seller com 85.000 exemplares vendidos, afirmou na terça (3) Andreas Wirsching, diretor do Instituto de História Contemporânea (IfZ) de Munique.
O IfZ mandou imprimir 4 mil exemplares a princípio e ao longo do ano fez maios seis. Vendido a 59 euros, o livro tem 3.500 notas históricas sobre o texto original do sanguinário nazista, que perseguiu e matou judeus, negros, gays e qualquer adversário de suas teorias, em nome de uma lunática supremacia branca. Hitler e seus seguidores foram responsáveis pelo holocausto, que exterminou 6 milhões de judeus.
Os dois volumes acumulam quase duas mil páginas. Uma longa discussão sobre se o livro deveria ser ou não publicado vem se desenrolando na Alemanha desde antes do livro ser publicado e se acirrou quando a obra chegou às livrarias.
"Está comprovado que o medo de que esta publicação promova a ideologia de Hitler se revelou infundado", afirmou Wirsching. "O debate sobre a visão do mundo de Hitler e sua aproximação com a propaganda permitiu tratar as causas e consequências das ideologias totalitárias em uma época em que o autoritarismo e as ideias de extrema-direita estão ganhando terreno", completou.
Além da reedição, ainda existem exemplares de edições originais em antiquários e na internet.
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