Um grupo de cientistas do Hospital Universitário de La Charité, de Paris, e da Universidade Livre de Berlim encontrou uma relação entre o narcisismo patológico e uma redução da matéria cinzenta na região do cérebro responsável pela compaixão.
O narcisismo, segundo explica o estudo publicado na revista "Journal of Psychiatric Research", é um transtorno de personalidade cujos pacientes têm fortes complexos de inferioridade, mas se comportam de maneira arrogante e autocomplacente.
Uma das principais características do narcisismo é a carência de empatia.
Os pacientes podem até reconhecer o que as outras pessoas sentem, pensam e querem, mas são incapazes de sentir compaixão por elas.
O estudo, dirigido pelo pesquisador Stephan Röpke, do La Charité, mostra uma correlação estrutural entre esse déficit afetivo e uma anomalia cerebral.
Os cientistas examinaram 34 pacientes, entre os quais 17 sofriam um transtorno narcisista de personalidade e, com ajuda de uma tomografia de ressonância magnética, mediram a expessura da camada cerebral.
O estudo mostrou que, justamente os pacientes afetados pelo narcisismo, sofriam anomalias nessa região do cérebro.
"Nossos dados mostram que o grau de empatia tem relação direta com o volume de matéria cinzenta na região onde os pacientes com narcisismo mostram déficit", disse Röpke.
Com base nesses dados, o grupo responsável pela pesquisa procura agora compreender melhor o funcionamento do cérebro de pacientes com transtorno narcisista.
A nome atribuído a este transtorno de personalidade vem de um mito greco-romano, no qual Narciso se apaixona por sua própria imagem refletida nas águas.

%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8%2Finternal_photos%2Fbs%2F2024%2FI%2Fq%2Fl2bE0HQ4ebWbSbhxdKkw%2Fwhatsapp-image-2024-10-25-at-10.31.53-1-.jpg&w=3840&q=75&output=webp&we)


