Cerca de mil chilenos fizeram uma manifestação neste sábado (30) no centro de Santiago a favor dos valores tradicionais da família e de manter o casamento como união entre um homem e uma mulher, frente ao que consideram "pressões da comunidade homossexual".
A passeata, que começou na Plaza Italia e estava programada para terminar no Palácio de la Moeda, foi convocada pelos movimentos Transforma Chile e Muévete Chile que, em seu site, expõe os motivos da mobilização.
"Hoje a constituição e a lei chilenas definem o casamento como uma união entre um homem e uma mulher, mas isto se vê diariamente ameaçado pelas influências do lobby homossexual que dia a dia toma mais força para pressionar o Parlamento", afirma o texto.
O Governo e o Congresso chilenos discutem atualmente distintas alternativas para aprovar uma lei que regule as uniões civis tanto de heterossexuais como de homossexuais, mas seu status não seria equivalente ao do casamento.
A Muévete Chile indica que "é necessário uma campanha que demonstre a força dos valores da família e do casamento" para resistir às manifestações convocadas pelas minorias sexuais, que em Santiago costumam reunir milhares de pessoas.
"As pessoas que não estão de acordo conosco tentam apresentá-la como uma marcha antigay, mas nós nunca o colocamos assim", disse neste sábado o presidente da organização, Salvador Salazar, segundo informou a Radio Cooperativa.
O Tribunal Constitucional iniciou na última quinta-feira (28) as audiências para analisar um requerimento no qual a organização Movimiento de Integración y Liberación Homosexual (Movilh) alega que a proibição do casamento entre homossexuais transgride a Carta Magna chilena.


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