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Juíza Camila Salmoria alerta como criminosos estão manipulando usuários no digital

Por Da Redação
Juíza Camila Salmoria alerta como criminosos estão manipulando usuários no digital
Juíza Camila Salmoria alerta como criminosos estão manipulando usuários no digital (Foto: Divulgação)

Mensagens urgentes, falsos pedidos de ajuda e links aparentemente confiáveis usam engenharia social para induzir decisões impulsivas; especialista explica como os golpes funcionam e por que qualquer pessoa pode ser vítima

Uma mensagem chega no WhatsApp com a foto de um familiar pedindo dinheiro urgente. Em outra situação, o celular recebe um SMS informando uma suposta compra no cartão e um link para “cancelamento imediato”. Há ainda mensagens prometendo benefícios, vagas de emprego, promoções relâmpago ou avisos de bloqueio de contas bancárias. Em comum, todos esses golpes têm a mesma estratégia: provocar uma reação rápida da vítima antes que ela tenha tempo para pensar.

O crescimento das fraudes digitais nas redes sociais e aplicativos de mensagens vem preocupando especialistas em segurança e autoridades. Segundo a juíza Camila Salmoria, pesquisadora em inteligência artificial aplicada ao Judiciário, os criminosos passaram a explorar menos falhas tecnológicas e mais o comportamento humano.

“O golpe digital moderno não começa invadindo um sistema. Ele começa manipulando emoções. Medo, urgência e impulso são usados para fazer a vítima agir sem verificar”, explica Camila Salmoria.

A estratégia mais utilizada pelos criminosos é conhecida como engenharia social, técnica que consiste em criar situações emocionalmente convinente para reduzir o senso crítico da vítima. Quanto maior o senso de urgência, maior a chance de erro.

Entre os golpes mais comuns atualmente estão:

• Clonagem de WhatsApp: criminosos conseguem acesso à conta da vítima e passam a pedir dinheiro para familiares e amigos utilizando a identidade real da pessoa.

• Perfis falsos no Instagram: contas copiadas simulam empresas, influenciadores ou conhecidos para aplicar golpes financeiros, vender produtos inexistentes ou roubar dados pessoais.


• Falsos avisos bancários: mensagens enviadas por SMS ou e-mail simulam bancos e informam compras suspeitas, bloqueios ou problemas na conta para induzir o clique em links fraudulentos.

• Golpes com PIX: criminosos criam situações de emergência emocional para convencer vítimas a realizarem transferências imediatas.

• Links maliciosos: páginas falsas capturam senhas, dados bancários e até códigos de autenticação enviados por SMS.

Segundo Camila Salmoria, a evolução da inteligência artificial tornou esses golpes ainda mais perigosos. Isso porque a tecnologia consegue criar mensagens mais naturais, organizadas e personalizadas, dificultando a identificação da fraude.

“Antes os golpes tinham erros muito evidentes. Hoje, com inteligência artificial, os criminosos conseguem produzir mensagens extremamente convincentes, com linguagem mais humana e personalizada”, afirma.

A especialista alerta que o prejuízo nem sempre termina na transferência bancária. Em muitos casos, o criminoso consegue acesso a informações pessoais, redes sociais, contatos e contas digitais da vítima, ampliando o alcance da fraude.

“Quando uma conta é invadida, o golpe se espalha rapidamente porque passa a existir um elemento de confiança entre os contatos da vítima e o criminoso”, destaca.

Para reduzir os riscos, Camila Salmoria orienta que usuários evitem agir por impulso diante de mensagens urgentes, nunca cliquem em links desconhecidos e confirmem pedidos financeiros por outros canais.

“Hoje, parar por alguns segundos antes de clicar pode evitar enormes prejuízos. Segurança digital virou comportamento”, conclui.

Especialistas apontam que o avanço das redes sociais e da inteligência artificial deve tornar os golpes ainda mais sofisticados nos próximos anos, aumentando a necessidade de conscientização digital da população.


 











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