No "Sensacional" da última segunda-feira, Daniela Albuquerque recebeu Suzana Alves para uma conversa franca sobre os bastidores da fama e o lançamento do livro "Por Trás das Máscaras". A atriz relembrou a trajetória de Tiazinha, personagem criada em 1998, no "Programa H" (Band), apresentado por Luciano Huck, que a transformou, aos 18 anos, em uma das personalidades mais populares da televisão brasileira.
Apesar da projeção nacional, ela revela que o sucesso veio acompanhado da perda da própria identidade. "Eu não tinha mais voz nem opinião e não me conhecia porque eu era muito nova. A personagem ficou muito maior do que eu. Não só por fora, mas por dentro também. Passei a ser chamada por um nome que não era o meu, um apelido, e a ser reconhecida por um estereótipo, um produto que não era eu", relata.
A fama também trouxe solidão e desilusões. "Eu achava que ia me divertir, mas percebi que não tinha amigos de verdade, que era tudo interesse. Percebi que as pessoas mentiam, eram gananciosas e que eu estava sendo usada. Assinei muitos contratos em que confiei", desabafa.
Em outro momento da conversa, Suzana relembra os bastidores da chegada da Feiticeira, personagem interpretada por Joana Prado. Segundo ela, a notícia foi dada pouco antes da estreia da nova personagem. "Me chamaram no camarim cinco minutos antes dela entrar no programa ao vivo. Só lembro que fiquei triste, fui chorar. Chorei só porque me senti traída. Nada a ver com a Joana, mas com a direção e com o Luciano", recorda. Ela, porém, nega qualquer disputa entre as duas. "A gente não se falava, mas não que a gente tenha discutido. (...) A mídia criou essa rivalidade", afirma.
A atriz também relembra o sofrimento causado pelas notícias falsas publicadas durante o auge da carreira e afirma que a experiência a fortaleceu. "Uma pessoa que você nunca viu na vida falando que namorou com você. Eu chorava muito de tristeza, porque aquilo me machucava. Hoje eu não choro com os comentários dos outros, não. Estou tão forte por conta desse passado que eu nem ligo para o que escrevem", conclui.




