O início inesperado da carreira como ator, os bastidores das novelas, a relação com personagens marcantes e as transformações do mercado audiovisual foram alguns dos temas da conversa com Marcos Pasquim no programa "O Gringo Convoca", da Petkovic TV.
Ao lado de Dejan Petkovic, o ator revisitou momentos da carreira e compartilhou experiências relacionadas ao trabalho na televisão, no teatro e no audiovisual. O episódio faz parte da programação da Petkovic TV e conta com a Meridianbet como parceira do projeto.
Um teste que mudou o caminho profissional
Antes de seguir a carreira de ator, Marcos Pasquim participou de um teste como modelo, mas no fim a experiência trouxe um elemento que acabou abrindo uma nova possibilidade profissional.
"Na realidade, como modelo, fui fazer um teste para uma marca e tinha texto. Fiz sem saber por quê, o diretor foi mandando falar de vários jeitos e deu certo. Daí para frente pedi que começassem a me mandar sempre para teste com texto”.
A partir daquele momento, a presença de texto nos testes passou a fazer parte de um caminho que o levaria à atuação. A imagem construída ao longo das novelas é um ponto forte da sua carreira e sobre isso Pasquim relacionou parte desse processo ao trabalho desenvolvido com o autor Carlos Lombardi.
"A questão do sem camisa era porque eu trabalhei muito com o autor Carlos Lombardi, e ele tem uma máxima de os personagens dele ficarem sem camisa. Não foi só eu, ele dizia que é porque as novelas dele eram ambientadas em lugares quentes. Tinha que treinar, porque senão você não aguenta 16 horas de gravação”.
O nervosismo diante de um ídolo
Ser um ator famoso não impede que você também fique nervoso na presença dos seus ídolos, com Marcos Pasquim não foi diferente, ele relembrou a timidez e a responsabilidade de dividir cena com grandes nomes da dramaturgia também fizeram parte da entrevista. Entre essas experiências, o ator lembrou o encontro profissional com Lima Duarte e Tony Ramos.
"Na minha terceira novela fui contracenar com o Lima Duarte... Quando fui contracenar com ele, a fala não saía. Você fica nervoso, fica olhando, porque é um ídolo, né cara!"
"O Tony Ramos, como pessoa, é fantástico, e como ator, está num nível em que você queria muito chegar à metade. Ele tem um domínio cênico que torna fácil jogar com ele. Passa a bola redondinha."
As mudanças com a era do streaming e as mídias tradicionais
Mas o mundo não é mais o mesmo para os atores, com a chegada dos streamings para rivalizar com as mídias tradicionais, o cenário mudou bastante. Para Marcos Pasquim, a possibilidade de trabalhar em diferentes espaços representa uma mudança importante para o mercado.
"É muito bom você sair do monopólio de uma rede e poder trabalhar em qualquer outro lugar além dos streamings. Fora de lá, você pode escolher, falar: 'Não, eu quero fazer isso, quero fazer o que estou a fim de fazer'."
A escolha entre teatro e televisão não foi simples para Marcos Pasquim. O ator destacou as diferenças entre os processos de construção em cada formato. "Os dois, não dá para escolher um só. A TV é tudo muito rápido, é pizza. O teatro você trabalha, você ensaia pelo menos um mês, aprofunda o personagem."
Uma provocação sobre a Seleção Brasileira
A conversa com Dejan Petkovic também chegou ao futebol. Marcos Pasquim apresentou uma provocação relacionada à preparação e ao entrosamento da Seleção Brasileira.
"Você não acha que um time de um país, no nosso caso o Brasil, tinha que treinar pelo menos um mês por ano juntos? Enquanto não jogarem juntos, a gente vê a própria Argentina, que joga junta há não sei quantos anos. Se não tiver entrosamento, não adianta pegar e jogar cada um por si”.




