
Matheus Rocha, do Bro’z vira alvo de ataques e faz reflexão sobre intolerância (Foto: Divulgação)
Considerado como um dos nomes mais populares do pop nacional dos anos 2000, Matheus Rocha vive atualmente uma das fases mais felizes de sua trajetória artística. À frente da banda Relive, o cantor tem percorrido diversas cidades brasileiras com um espetáculo que reúne grandes sucessos do pop e do rock, conquistando públicos de diferentes gerações e consolidando o projeto como uma das atrações mais elogiadas do segmento.
No entanto, os últimos dias também foram marcados por uma situação inesperada. No casamento do ator Sidney Sampaio, seu amigo, realizado neste final de semana, Matheus acabou se tornando alvo de comentários nas redes sociais após conceder uma entrevista a um portal de notícias.
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Amigo de longa data de Sidney, com quem dividiu os palcos no projeto musical Pontoquattro em 2001, o cantor afirma que falou sobre a felicidade dos noivos, a amizade construída ao longo dos anos e a importância daquele momento especial. Porém, segundo ele, boa parte desse conteúdo acabou ficando de fora da edição publicada.
A repercussão se concentrou em perguntas sobre um relacionamento encerrado há mais de 11 anos e também em comentários relacionados à sua aparência e sexualidade. Casado há 10 anos, Matheus precisou responder aos questionamentos diante da esposa e decidiu falar abertamente sobre o assunto.
Em entrevista exclusiva, o artista comentou o sucesso da banda Relive, a repercussão do episódio e a importância de combater o preconceito e os julgamentos nas redes sociais.
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Entrevista
Você vive uma nova fase da carreira com a banda Relive, levando shows para diversas cidades do Brasil. Como tem sido essa experiência?
Matheus Rocha: Viver essa fase com a banda Relive tem sido muito especial pra mim. Eu costumo dizer que, quando estou no palco, é onde realmente me sinto em casa. É um lugar onde consigo me conectar comigo mesmo, com a minha essência e com tudo aquilo que me fez começar na música, porque eu comecei no Pop/Rock e sempre gostei dessa energia de banda e palco.
Além disso, existe uma troca muito forte com o público. A música tem esse poder de transformar, tocar as pessoas e transmitir sentimentos, então levar isso para diferentes cidades do Brasil tem sido uma experiência muito gratificante.
Durante o casamento do ator Sidney Sampaio, uma entrevista acabou repercutindo nas redes por trazer perguntas sobre um relacionamento encerrado há mais de uma década. Como você recebeu esse tipo de abordagem, considerando que sua vida seguiu outro rumo há muitos anos?
Matheus Rocha: Eu estava no casamento de um amigo celebrando um momento que era totalmente sobre ele e a esposa dele. Conversei com a imprensa de forma muito tranquila, inclusive falando bastante sobre o casamento do Sidney, sobre a felicidade daquele momento e sobre a nossa trajetória no Pontoquattro, projeto que participamos em 2001. Mas, infelizmente, essa parte acabou sendo cortada e a repercussão ficou apenas em cima de perguntas sobre a minha vida pessoal e um relacionamento encerrado há mais de uma década.
Isso me deixou chateado, porque não era sobre mim, era sobre os noivos. Quando esse assunto surgiu, preferi agir com respeito e maturidade, porque envolve histórias que não terminaram de forma simples e também pessoas que recentemente passaram por momentos delicados.
Hoje minha vida seguiu outro rumo, vivo uma fase muito feliz, e acredito que algumas histórias precisam ser tratadas com respeito, principalmente quando todo mundo já seguiu caminhos diferentes.
Além das questões sobre sua ex-esposa, também surgiram comentários e especulações sobre sua sexualidade. Na sua opinião, por que ainda existe tanta preocupação das pessoas em rotular ou julgar a vida pessoal dos artistas?
Matheus Rocha: Eu já passei por esse tipo de situação quando era adolescente, mas sinceramente nunca imaginei viver algo parecido novamente aos 45 anos.
Nessa entrevista do casamento do Sidney, muita gente comentou sobre a minha aparência e até sobre a minha voz. O áudio do vídeo ficou distorcido, mais agudo, e eu também estava mais produzido, como qualquer pessoa estaria em um casamento. Mas, independentemente disso, nada justifica transformar características pessoais em motivo de ataque ou julgamento.
O que mais me impressiona é que, em pleno 2026, ainda existam pessoas que tratem a sexualidade de alguém como ofensa. Isso é inaceitável.
Você acredita que as redes sociais ampliaram a voz dos chamados “haters” ou que esse tipo de preconceito sempre existiu?
Matheus Rocha: Eu acredito que esse tipo de preconceito sempre existiu, mas a internet acabou ampliando muito a voz dessas pessoas. Hoje muita gente comenta sem pensar nas consequências, como se aquilo não fosse chegar em ninguém.
A internet deu espaço para opiniões, o que é importante, mas também acabou dando palco para muito ódio gratuito, ataques e falta de empatia. Comentários maldosos, julgamentos e informações distorcidas podem afetar profundamente a vida de alguém.
Muitos fãs destacam que você sempre manteve uma relação próxima e respeitosa com públicos diversos, incluindo a comunidade LGBTQIA+. Como você enxerga essa convivência?
Matheus Rocha: Cada um tem seu jeito, sua história e sua essência, por isso eu nunca senti a necessidade de tratar alguém de forma diferente por conta de qualquer rótulo.
O preconceito existe e muita gente sofre com isso. Eu procuro levar para as pessoas o que carrego dentro de mim. Sempre digo que existem dois tipos de pessoas: as que transformam o dia de alguém em um dia melhor e as que fazem o contrário. Eu escolho ser a pessoa que leva luz, não peso.
Que mensagem você gostaria de deixar para quem enfrenta julgamentos por aparência, estilo, comportamento ou por não corresponder às expectativas que outras pessoas criam sobre suas vidas?
Matheus Rocha: Eu sei que não é fácil, mas tento lembrar sempre que muitas vezes isso fala mais sobre a outra pessoa do que sobre você. Nem todo comentário precisa ser carregado como verdade.
Não permita que a maldade, a frustração ou os problemas dos outros definam quem você é. Preserve sua essência e siga em frente.
Para mim, tudo fica mais simples quando a gente entende algo muito básico: tratar o outro com amor e respeito. Quando você escolhe fazer o bem, acolher, incentivar ou tornar o dia de alguém mais leve, isso naturalmente transforma também quem você é.
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