A NBA apresentou nesta terça-feira (2) um processo federal por prática laboral injusta contra o Sindicato de Jogadores, ao qual acusa de não atuar com “boa fé” e pôr em prática “uma pressão inaceitável” nas negociações de um novo convênio.

A liga profissional americana de basquete também apresentou outro requerimento perante a Comissão Nacional de Relações Trabalhistas, na qual acusa os jogadores de ameaçar dissolver o sindicato e pressionar à liga com reivindicações antimonopólio, como aconteceu durante a greve da Liga Nacional de Futebol Americano (NFL).

A NBA apresentou o processo em uma corte federal do distrito em Nova York, e solicitou que esta declare que a greve, que está vigente atualmente, não viola a legislação relacionada com a lei antimonopólio.

Além disso, a liga profissional americana também declara no processo que deseja anular todos os contratos existentes com os jogadores se o sindicato for dissolvido.

Desde o último dia 1º de julho, todas as atividades dentro da NBA foram canceladas quando os donos das equipes iniciaram uma greve por não terem conseguido um acordo para a assinatura de um novo convênio coletivo.

Os donos das equipes, que afirmam ter perdido mais de US$ 300 milhões na temporada passada, querem que os jogadores reduzam a percentagem de dinheiro que recebem para pagar seus salários.

De acordo com o antigo convênio, os jogadores recebiam 57% da receita. Os donos querem que essa percentagem seja reduzida para 40% e tornar rentável o sistema financeiro e de gestão da NBA, enquanto o sindicato de jogadores, na última oferta apresentada, só estava disposto a baixá-lo para 54,5%.


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NBA entra com processo federal contra jogadores em greve