Pela primeira vez em 66 anos, a Copa Libertadores da América pode ter semifinais 100% brasileiras. Para isso, nos próximos dias, Fluminense, Palmeiras, Corinthians e Flamengo precisam fazer as suas partes e cada uma delas com seu grau de dificuldade.

O Fluminense é o primeiro a entrar em campo e, apesar de estar em uma situação bem confortável, pode acabar se complicando se não fizer uma boa partida.

O tricolor carioca venceu por 2 a 0 na ida no Maracanã diante do Platense, da Argentina, uma equipe estreante na competição, e agora resolve a sua vida em Buenos Aires, podendo perder por até um gol de diferença para voltar às semis do torneio pela primeira vez desde que conquistou seu primeiro título em 2023.

E o adversário desse confronto saí do confronto entre LDU e Palmeiras. O Alviverde venceu por apenas 1 a 0 em São Paulo e agora vai para a altitude de quase 3000 metros de Quito, no Equador, precisando de pelo menos um empate.

O momento palmeirense não é dos melhores e uma possível eliminação não é um cenário tão improvável assim. Na última vez  que essas equipes se encontraram em Quito, por exemplo, a LDU venceu por 3 a 0.

Do outro lado da chave, o Corinthians é o único brasileiro a não defender nenhuma vantagem, mas pelo menos decide sua vida dentro de casa. Contra o experiente time do Estudiantes, da Argentina, o Corinthians empatou em 1 a 1 na ida. Portanto, quem vencer na Neo Química Arena, fica com a vaga. Um novo empate e teremos penalidades.

Por fim, o Flamengo é o único time que pode dizer que somente uma catástrofe o elimina. O rubro-negro vai receber o Independiente Del Valle, do Equador, no Maracanã, defendendo a vantagem de 2 a 0 construída na ida. Pelo nível de futebol apresentado pelos dois em Quito, é bem difícil de imaginar que o Del Valle terá forças para reverter essa situação. 

Tudo dando certo para o Brasil, o futebol brasileiro, antes da definição final da Libertadores, garantirá o seu 26º título e poderá ostentar o feito de ser o país com mais conquistas da competição, dando fim a uma hegemonia de 58 anos do futebol argentino.