Amanhã, quarta-feira (09), o técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, fará a sua primeira convocação desde o fim da última Copa do Mundo, às 15 horas da tarde, na sede da CBF, na zona oeste do Rio de Janeiro. O Brasil se prepara para uma série de três amistosos, sendo dois contra a Austrália nos dias 25 e 29 de setembro e um contra a Índia no dia 3 de outubro.
No final das contas, toda convocação é importante, mas essa, em especial, pode servir para dar um recado que o povo brasileiro precisa ouvir. O Brasil precisa de renovação.
Depois de mais um fracasso em mundiais, a seleção chega para a próxima Copa vivendo o maior jejum de sua história. Serão 28 anos sem a conquista de um mundial. Algo que para a gigantesca maioria é absolutamente normal, mas para um povo que já viu seu país se sagrar campeão do mundo 5 vezes, causa certa estranheza.
O italiano Carlo Ancelotti terá a chance de dar oportunidades para novos jogadores, que nunca estiveram com a seleção e que ainda precisam amadurecer. No entanto, a presença deles é necessária, porque mesmo sem estarem 100% preparados, o Brasil precisa desapegar de nomes que estão a anos sendo convocados.
Alguns nomes da pré-lista vazaram e seria interessante ver alguns deles sendo testados. Zé Lucas, do Cruzeiro, de apenas 18 anos, Bidon, do Corinthians, de 21, Gabriel Bontempo, do Santos, de 20. E por aí vai.
Dentro desse contexto, é preciso também que o torcedor brasileiro tenha paciência. Mesmo diante de seleções mais fracas, é necessário compreender que a renovação tem um preço e não é da noite para o dia que o Brasil vai construir uma seleção competitiva com nomes que estão estreando com a amarelinha.
Contudo, o quanto mais cedo esses nomes promissores, não só do futebol brasileiro, mas do futebol mundial também, estiverem habituados a seleção e aptos a jogarem nas suas melhores versões, mais perto o Brasil está do tão sonhado, e distante, hexacampeonato.




