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Tudo o que você queria saber sobre A Lôca mas não tinha a quem perguntar

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O clube paulistano A Lôca completa 20 anos de idade em julho, tornando-se a segunda casa gay mais antiga da cidade ainda em funcionamento (a 1ª é a Tunnel)

O clube paulistano A Lôca completa 20 anos de idade em julho, tornando-se a segunda casa gay mais antiga da cidade ainda em funcionamento (a 1ª é a Tunnel)

Foto: Acervos Pessoais

O clube paulistano A Lôca completa 20 anos de idade em julho, tornando-se a segunda casa gay mais antiga da cidade ainda em funcionamento (a 1ª é a Tunnel)
O argentino Aníbal Aguirre (centro) é o proprietário do clube, aqui em foto histórica ao lado de Cacá Ribeiro e Jorge Morabito
Nenê Krawitz (oxigenado) foi o primeiro promoter da Lôca, responsável por criar o conceito e inventar inúmeras festas
Nos anos 90, os frequentadores tinham visual clubber: aqui vemos Alisson Gothz, a saudosa Charlotte Maluf, Julião, Kaká Toy...
O DJ Mauro Borges (sem camisa) cercado de um séquito invejável
Pioneiros dos 90: Glaucia ++, Valerinha, David e Ana (Pet Duo), Bruno Doctor...
A eterna Glaucia ++, em momento "champanhe no gelo..."
A mítica Grace Lesada
Dani, do bar Director's Gourmet, entre drags super-gêmeas ativar!
A Lôca sempre foi um espaço democrático e sem preconceitos
Com direito a festas com gogoboys anões
Michael Love e Victor Piercing são também pioneiros da Lôca
Michael, também chamada de Maika, despontou com a domingueira Grind e trabalhou na porta e apresentando os shows
"Pague para entrar, reze para sair!" gritava Maika na calçada em frente à Lôca, diante das filas quilométricas nos tempos mais bombados e lotados da casa
Alisson também foi a cara do Grind, e da Lôca, durante muito tempo, fazendo shows e trabalhando na porta
Chocando os presentes, Gothz surpreendia com performances inusitadas, freaks, trashs e mórbidas
Entre as inesquecíveis performances de Alisson, destaque para a vela faiscante
A performance da vela foi num dos aniversários da domingueira Grind
E o criador do Grind, o DJ André Pomba, continua comandando a festa, e tocando seus inconfundíveis "Pomba Hits"
O Grind entrou para a história como a primeira balada de rock para o público GLS (hoje LGBT)
O Grind tornou-se a festa mais pop e democrática da cidade, abrigando todo mundo, no período 2001-2006
A festa gerou o Grindzine, um fanzine que começou na linha mimeógrafo
E evoluiu para edições mais turbinadas, trazendo capas com David Bowie e Pedro Almodóvar, por exemplo
O Grind virou livro: "Tragam os Cavalos Dançantes", de Lufe Steffen, publicado em 2008
No lançamento da obra, com festa e noite de autógrafos na Lôca, o autor recebe um mimo de Michael Love
O Grind continua firme e forte. Na festa de 17 anos da festa, em maio de 2015, Victor Piercing reeditou sua famosa performance da serra elétrica
E Elloanígena encarnou uma Madonna rocker nua, básica
E assim continuam os domingos na Lôca, ao som de "Candy" (iggy Pop), "This Charming Man" (Smiths), "Wannabe" (Spice Girls), Madonna, Gaga, The Cure, The Strokes, Suede, Blur, Katy Perry, Miley Cyrus...
O clube também foi retratado no documentário "A Volta da Pauliceia Desvairada" (2012, também de Lufe Steffen)
O longa-metragem entrevistou diversas personalidades ligadas à casa, como Xerxes, que trabalhou na porta e nos shows durante alguns anos
Outro filme ligado ao clube: "Os Clubbers Também Comem" (1999, também de Lufe Steffen!)
O curta de ficção foi rodado na casa e exibido em diversos festivais de cinema da época, incluindo o Mix Brasil
A drag mais hypada de SP, Silvetty Montilla, passou a comandar a noite Locuras, nas quintas-feiras da Lôca
Silvetty posa glamourosa entre Arethuza e Nenê Krawitz
Bianca Soares, ex-Bianca Exótica, também apresentou os shows nas domingueiras do clube (à direita, o DJ Tico Malagueta)
Elloanígena (aqui com Nenê) é outro símbolo das caricatas da Lôca
A veterana da noite de SP, Kaká di Polly, chegou a ir montada de Rainha de Copas (símbolo da Lôca) numa das festas do clube
Em outra festa da casa, Kaká exibiu outro look luxuoso
As montações nas festas da Lôca sempre foram um delírio
As montações nas festas da Lôca sempre foram um delírio
As montações nas festas da Lôca sempre foram um delírio
Alex Honda, Veronica Dimitri, Nenê e Elloanígena
A casa sempre foi também um lar para os fetichistas, de boutique ou não
E até Maria Alice Vergueiro passou por lá, inaugurando a festa Tapa na Pantera, às 3ªs na casa
A pista da Lôca se manteve durante anos como uma das mais quentes da cidade
Ferver e dublar hits no palquinho - quem nunca?
Foto histórica: alguém fumando na pista, quando isso ainda era permitido por lei
Foto histórica: alguém bebendo na pista, enquanto isso ainda é permitido por lei!
Flagra: o casal de garotos se beija encostados na parede
Dublagens, drinks, alucinações na pista...
Em 20 anos, a Lôca definiu a cara da cidade
Foi o principal reduto underground de SP, e virou pop no início dos anos 2000
Hoje comemora duas décadas de vida
Que venham mais 20 anos...