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Personagens LGBT do Cinema Brasileiro

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Praia do Futuro (2013, de Karim Ainouz) Wagner Moura é o salva-vidas Donato, que se envolve com um alemão (Clemens Schick) em Fortaleza e acaba indo morar com ele em Berlim.

Praia do Futuro (2013, de Karim Ainouz) Wagner Moura é o salva-vidas Donato, que se envolve com um alemão (Clemens Schick) em Fortaleza e acaba indo morar com ele em Berlim.

Foto: Reprodução

Praia do Futuro (2013, de Karim Ainouz) Wagner Moura é o salva-vidas Donato, que se envolve com um alemão (Clemens Schick) em Fortaleza e acaba indo morar com ele em Berlim.
Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2013, de Daniel Ribeiro) Narra as descobertas afetivas de Léo (Guilherme Lobo), adolescente cego que se apaixona pelo colega de classe Gabriel (Fábio Audi).
Elvis e Madona (2010, de Marcelo Laffite) Elvis (Simone Spoladore) é uma garota lésbica entregadora de pizzas. Madona (Igor Cotrim) é uma transexual que faz shows. O inusitado acontece e eles se apaixonam, enfrentando o espanto geral.
Tatuagem (2013, de Hilton Lacerda) O romance entre um jovem militar (Jesuita Barbosa) e o diretor (Irandhir Santos) de um grupo de teatro no Recife do final dos anos 70. Inspirado no verdadeiro grupo teatral Vivencial Diversiones, uma espécie de Dzi Croquettes do Recife.
Como Esquecer (2010, de Malu de Martino) Ana Paula Arósio vive uma professora de literatura deprimida com o fim de seu casamento com outra mulher. Ao tentar sair do buraco, ela é assediada por duas novas mulheres. Enquanto isso, seu melhor amigo (Murilo Rosa) vive um romance com um rapaz.
Madame Satã (2002, de Karim Ainouz) O filme retrata a vida do lendário marginal Madame Satã (Lázaro Ramos), suas incursões no mundo do crime e seus romances com outros homens, além de sua veia artística.
Do Começo ao Fim (2009, de Aluísio Abranches) Dois irmãos (Rafael Machado e João Gabriel Vasconcellos) vivem um bucólico caso de amor que começa na infância e desabrocha na vida adulta.
Amores Possíveis (2000, de Sandra Werneck) Filme em episódios. Num deles, Murilo Benício vive um homem que se separou da mulher (Carolina Ferraz) para viver com outro homem (Emílio de Mello).
Bocage, o Triunfo do Amor (1996, de Djalma Limongi Batista) A saga do poeta português maldito Manuel Maria du Bocage (Victor Wagner), com ênfase na tumultuada vida sexual do poeta, neste filme de visual deslumbrante e barroco.
Vera (1986, de Sérgio Toledo) Ana Beatriz Nogueira vive a problemática Vera, garota órfã e masculinizada que enfrenta dificuldades para se inserir na sociedade e que se envolve com uma galerista (Aída Leiner). Inspirado em fatos reais.
Anjos da Noite (1987, de Wilson Barros) Um impactante mosaico da noite paulistana. Entre os personagens, um ator que vive um travesti no palco (Chiquinho Brandão), um casal gay (Marco Nanini e Guilherme Leme), travestis que fazem show na boate gay Corintho, uma diva decadente (Marília Pêra)...
O Beijo da Mulher-Aranha (1985, de Hector Babenco) Se considerarmos como um filme brasileiro, temos o personagem Molina (William Hurt, que levou o Oscar pelo papel), um gay preso por pedofilia. Em sua cela está o guerrilheiro Valentim (Raul Julia). Molina se apaixona pelo companheiro e conta a ele histórias rocambolescas de filmes de Hollywood protagonizados por uma diva canastrona (Sônia Braga).
Onda Nova (1984, de Ícaro Martins e José Antônio Garcia) O cotidiano do Gaivotas Futebol Clube, time de futebol feminino onde rolam casos afetivos entre algumas garotas. Casos entre homens também ocorrem, além de personagens travestidos - como Patrício Bisso, que vive a mãe da personagem de Cristina Mutarelli.
Além da Paixão (1984, de Bruno Barreto) Novamente Patrício Bisso. Aqui ele faz a travesti Bombom, que tem um caso com um jovem delinquente (Paulo Castelli), que por sua vez se traveste para fazer shows, além de atuar como michê. Mas o rapaz seduz uma mulher casada da classe média alta (Regina Duarte).
Asa Branca (1982, de Djalma Limongi Batista) Edson Celulari vive o caipira jogador de futebol Asa Branca, que se envolve com um cartola mais velho (Walmor Chagas) neste filme belo e onírico, de alto teor homoerótico.
O Beijo no Asfalto (1980, de Bruno Barreto) Baseado na peça de Nelson Rodrigues, conta o drama de Arandir (Ney Latorraca), atacado pela sociedade por ter, supostamente, beijado na boca um homem que agonizava na rua. O que ninguém sabe é que o sogro (Tarcísio Meira) de Arandir é apaixonado por ele.
Pixote (1980, de Hector Babenco) Lilica (Jorge Julião) é o travesti adolescente que vive no mesmo reformatório para menores que o protagonista Pixote (Fernando Ramos da Silva). Após fugir do reformatório, Lilica arranja um namorado poderoso, interpretado por Tony Tornado.
Giselle (1980, de Victor di Mello) Uma verdadeira orgia em família. Giselle (Alba Valéria) é a jovem que tem um caso com a madastra (Maria Lúcia Dahl), com o capataz da fazenda (Carlo Mossy) e com uma guerrilheira (Monique Lafond). A madastra transa com o capataz. O capataz tem um caso com o filho afeminado da madastra. E por aí afora.
A Intrusa (1979, de Carlos Hugo Christensen) Desta vez o diretor argentino Christensen misturou o tabu gay com o tabu do incesto. Dois irmãos (José de Abreu e Arlindo Barreto) vivem um triângulo amoroso com uma mulher (Maria Zilda). Não demora para os irmãos descobrirem que no fundo estão apaixonados um pelo outro.
Os Imorais (1979, de Geraldo Vietri) Um cabeleireiro (Paulo Castelli) se apaixona por um jovem (João Francisco Garcia) de família rica. O romance será tumultuado pelos conflitos internos do riquinho e pela presença de uma perua sedutora (Sandra Bréa).
A Morte Transparente (1978, de Carlos Hugo Christensen) Wagner Montes - sim, ele mesmo - vive um jovem delinquente que mantém uma suspeita amizade com um amigo frequentador de saunas gays. De vez em quando os dois transam, mas o rapaz só faz por dinheiro.
Nos Embalos de Ipanema (1978, de Antônio Calmon) André de Biase vive o surfista pobretão Toquinho, que para frequentar a classe rica carioca resolve se prostituir, sendo empresariado por um cafetão (Roberto Bonfim) e tendo um caso com uma "bichona" (Paulo Villaça).
O Casamento (1975, de Arnaldo Jabor) Inspirado no livro de Nelson Rodrigues, narra as peripécias sexuais da classe média carioca. O noivo tem um caso com um enfermeiro - este, por sua vez, namora um motorista de ônibus. A sequência da visita à casa do enfermeiro (André Valli) é um dos pontos altos do filme.
A Rainha Diaba (1974, de Antônio Carlos da Fontoura) Versão pop e tropicalista da história de Madame Satã, com Mílton Gonçalves vivendo a caricata Diaba, líder de um perigoso mas engraçado grupo de bandidos traficantes. Os andróginos integrantes do bando são um show à parte.
O Menino e o Vento (1966, de Carlos Hugo Christensen) O protagonista é um homem (Ênio Gonçalves) acusado de ter assassinado um adolescente (Luis Fernando Ianelli) com quem mantinha uma misteriosa amizade íntima. O menino teria sumido com o vento. Nas cenas do tribunal, o filme mostra toda a hipocrisia e falso moralismo da cidadezinha onde se passa a trama.