
Entre o “tô bem” e o “f*da-se”, cantor e compositor Alê transforma separação em novo EP (Foto: Divulgação)
Dizer que está tudo bem, admitir que já não sabe o que sente e, finalmente, decidir seguir em frente. Esse percurso dá forma a “Tô Bem, Não Sei, Foda-se”, novo EP do cantor e compositor carioca Alê, já disponível nos aplicativos de música.
Produzidas pela turma da Hitzin Records e compostas a seis mãos por Alê, Raphael Klismman e Wallace “Hitmaker” Vianna (Martin PTK também colaborou em “Foda-se”), as faixas chegam semanalmente ao YouTube a partir de 29 de julho, às 11h, por meio do primeiro dos três videoclipes, que retratam imageticamente a perda, a transformação e o reencontro. Nelas, o artista mostra que, às vezes, recomeçar não significa deixar de sentir, mas aprender a carregar a própria história com mais leveza. E, no seu caso, sempre com um risinho de autoironia.
Com três faixas inéditas e participação de Bibi Babydoll, o projeto transforma uma experiência pessoal em uma narrativa sobre separação, identidade e recuperação do amor-próprio. Cada música corresponde a um estágio desse processo e adota uma sonoridade diferente.
“Quando escrevi as canções do EP, apesar de uma delas se chamar ‘Tô Bem’, eu não estava nada bem, admito. Mas saber que tudo na vida passa é algo confortante. E ser comprometido com a terapia e com o processo terapêutico, como eu sou, ajuda muito”, revela Alê.
O ponto de partida é “Tô Bem”, faixa de drum & bossa que retrata a tentativa de sustentar uma aparência de estabilidade enquanto os sentimentos permanecem confusos. A música confronta a distância entre aquilo que uma pessoa vive internamente e a versão que decide apresentar aos outros.
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Em seguida, o reggae “Não Sei” direciona o olhar para as transformações provocadas pelo relacionamento. A composição aborda a dificuldade de reconhecer a própria identidade quando o fim de uma história também exige abandonar hábitos, referências e versões de si construídas ao lado de outra pessoa.
A virada chega com “Foda-se”, parceria com Bibi Babydoll. Conhecida internacionalmente pelo hit “Automotivo Bibi Fogosa”, a cantora participa do funk que encerra o projeto com uma postura mais direta: deixar de insistir onde não existe reciprocidade.
A faixa incorpora a mistura de gêneros associada ao trabalho de Bibi, que aproxima o funk brasileiro do phonk, da música eletrônica e do EDM. A energia da colaboração acompanha o momento em que a melancolia perde espaço para a autonomia.
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Apesar da origem confessional, o EP não transforma a separação em uma narrativa exclusivamente triste. A leveza e a autoironia características de Alê continuam presentes, inclusive no próprio título, que resume de forma espontânea as oscilações de quem tenta reorganizar a vida emocional.
As três músicas foram compostas por Alê, Raphael Klismman e Wallace Vianna, responsável também pela produção musical. Martin PTK colaborou na composição de “Foda-se”.
A história ganhará ainda três videoclipes, com lançamentos no YouTube a partir de 30 de julho. Os trabalhos audiovisuais vão representar os momentos de perda, transformação e reencontro percorridos pelas canções.



