Especialista diz que “era do achismo criativo acabou” no marketing de influência (Foto: Divulgação)

Com passagens por empresas como Emma Colchões, DPZ&T (atual Galeria) e Ambev, o relações públicas e estrategista de transformação em Marketing de Influência, Ângelo Balduino Chaves, acredita que o mercado vive um momento decisivo. Para ele, a Creator Economy amadureceu e exige uma abordagem cada vez mais estratégica, baseada em governança, compliance e inteligência de dados.

Segundo Ângelo, um dos principais desafios enfrentados pelas empresas é abandonar a visão de que campanhas com influenciadores são apenas iniciativas criativas. Na avaliação do especialista, operações de grande escala precisam ser tratadas com o mesmo rigor aplicado a qualquer outro investimento em mídia, com métricas confiáveis, processos estruturados e previsibilidade de resultados.

Ele destaca que, à medida que marcas passam a trabalhar com milhares de criadores de conteúdo, aumentam também os riscos operacionais e jurídicos. Entre as principais preocupações estão a ausência de processos de auditoria, falhas de compliance e as mudanças na legislação envolvendo influenciadores menores de idade, que podem gerar responsabilidades legais para empresas e agências.

Outro ponto abordado por Ângelo é a necessidade de diferenciar experiência prática de senioridade. Para o estrategista, o mercado vive uma “crise silenciosa de identidade”, na qual muitos profissionais se apresentam como especialistas sem terem vivenciado projetos complexos de gestão, prevenção de crises e construção de estruturas capazes de sustentar operações de longo prazo.

A Inteligência Artificial também ocupa papel central nessa transformação. Embora reconheça o potencial da tecnologia para otimizar processos e ampliar a capacidade de análise, Ângelo alerta que a IA também favorece a proliferação de fraudes, como redes automatizadas de perfis falsos. Por isso, defende que o uso da tecnologia seja acompanhado por auditorias independentes, validação humana e uma sólida governança técnica.

Na avaliação do especialista, o futuro do Marketing de Influência será definido pela capacidade das organizações de combinar inovação, inteligência estratégica e gestão de riscos. “A era do achismo criativo acabou. O mercado exige estrutura, previsibilidade e visão de negócio. As empresas que investirem em governança estarão preparadas para crescer de forma sustentável, enquanto aquelas que continuarem focadas apenas em métricas de vaidade tendem a perder competitividade”, afirma.

Com atuação voltada à transformação de operações de alta complexidade, Ângelo Balduino Chaves tem se destacado pela implementação de modelos de gestão que unem estratégia, compliance e análise de dados, contribuindo para a profissionalização do Marketing de Influência no Brasil.

 

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Especialista diz que "era do achismo criativo acabou" no marketing de influência